terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Benefícios da leitura
Observe que ocorre um ciclo: quem tem cultura se comunica bem, e quem se comunica bem tem mais cultura, uma vez que é por meio da interação entre os indivíduos que se cria a cultura, e que, quanto mais cultura tiver o cidadão, mais ele interagirá adequadamente com seus semelhantes. Ninguém é sujeito na solidão, ou seja, é a partir dos relacionamentos que nos tornamos agentes de nossa própria cidadania. Há, no dia a dia, constante troca de experiências e de informações entre os membros da sociedade, o que nos abastece espiritual e intelectualmente. Cultura, portanto, não é algo estanque; não é algo que se compra ou que se adquire gratuitamente. Cultura é o que acrescentamos aos demais seres humanos; acrescentar algo aos demais seres humanos no sentido de ajudá-los a desenvolver-se intelectualmente, a fim de que possam, por conta própria, alcançar a aprendizagem. Tudo o que for edificante, portanto, deve ser considerado cultural.
A leitura de uma obra literária deve ocorrer de acordo com esse ponto de vista. Deve-se ler um livro buscando a comunicação com o seu autor. Este — o autor — é o emissor do contexto; o leitor é o receptor. Não se pode ser, porém, um receptor passivo, mas, sim, indagativo, inquiridor, sempre buscando informações instrutivas em cada linha da obra. Há filosofia onde nem se imagina encontrá-la. Basta ler as frases com a alma, com o espírito, para examinar o conteúdo de cada parágrafo por meio do entendimento, por meio da razão.
ANÁLISE PSICOLÓGICA
O leitor é elemento agente; é ele quem dá vida às personagens, participando com elas da história e realizando a análise psicológica de cada uma delas. Se tal ação não for efetivada, a leitura será inútil, ou um mero passatempo. Deve-se ler com a intenção de se tirarem ensinamentos para a própria vida. Os livros são verdadeiros consultórios de psicanálise. Por meio da análise do comportamento de cada personagem, pode-se aprender a viver relacionamentos mais harmoniosos consigo mesmo e com os demais. Seria como se as personagens fizessem parte de nosso mundo, e com elas aprendêssemos a viver e a conviver, como ocorre em nossa vida, mas com a vantagem de podermos analisar friamente as ocorrências, sem a paixão que caracteriza nossos relacionamentos.
Aristóteles, um dos mais importantes filósofos de todos os tempos, dizia que a diferença entre o filósofo e o cidadão comum é que o filósofo pensa, e o cidadão comum deixa que os pensamentos passem por sua mente aleatoriamente. É preciso, pois, aprender a pensar sistematicamente. E isso só se consegue com muito treinamento. Uma das maiores oportunidades que há para esse treino está no jornal, que, diariamente, nos apresenta textos de diversos gêneros textuais. A partir da leitura desses textos, além de ocorrer o aumento do conhecimento de mundo, há também a oportunidade de o cidadão incrementar seu conjunto de bens intelectuais.
Boa leitura é leitura edificante. Edificar é induzir à virtude. Essa deve ser a missão de todo cidadão educador – professores, jornalistas, pais e mães, dentre outros. Todos os adultos interessados em construir uma sociedade de fato devem preocupar-se com o “ensinar virtudes” às demais pessoas. Só ensina algo quem consegue se comunicar adequadamente; só aprende algo quem está preparado para interagir com os demais. Essa é a chave do sucesso: a comunicação.
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Um exemplo de leitura edificante é o livro O menino do pijama listrado, que se transformou em filme. É a visão de um menino alemão, filho do comandante do campo de concentração Auschwitz, acerca dos judeus que lá estavam à espera da morte. Ele conhece um menino que está do outro lado da cerca, com quem cria fortes laços afetivos. Ambos estão longe de casa, um por ser filho do comandante, outro por ser judeu. Por ingenuidade própria da idade, desconhecem a realidade um do outro e se envolvem numa aventura sem volta.
Nada mais contarei para não estragar sua leitura. Ah! Leia o livro antes de assistir ao filme!
domingo, 20 de dezembro de 2009
Eu sou Educador?
Essa pergunta deveria ser efetivada por todos os jovens e adultos em vários momentos da vida. Aliás, a pergunta deveria ser esta: Eu sou BOM Educador?
Observe que escrevi Educador com letra maiúscula apesar de este vocábulo ser um substantivo comum, e não próprio; Fiz isso para caracterizar a importância do sentido dessa palavra na vida de todos os que convivem com crianças, ou mesmo daqueles que convivem com qualquer tipo de pessoa — todos nós, então — não importando a idade.
EDUCADORES, COM LETRA MAIÚSCULA
Temos de agir como Educadores com letra maiúscula, ou seja, Educadores de fato, preocupados com o desenvolvimento psíquico das pessoas com as quais convivemos e, logicamente, com o nosso próprio desenvolvimento psíquico. “Educar” significa “dar a alguém todos os cuidados necessários ao pleno desenvolvimento de sua personalidade”. Já “personalidade” é o aspecto visível que, segundo a percepção alheia, compõe o caráter individual e moral de uma pessoa. O bom Educador, então, é aquele que se preocupa com o desenvolvimento dos traços psicológicos e morais dos demais.
INFLUÊNCIA POSITIVA
As nossas ações no dia a dia devem ocorrer de tal maneira que influenciem positivamente o comportamento daqueles que participam de nossa vida, no sentido de exercer uma ação psicológica favorável, ou seja, temos de estar atentos a tudo aquilo que realizam as pessoas que participam de nossa intimidade para poder ajudá-las a desenvolver-se e também para nós mesmos aprendermos, com as atitudes delas, a nos desenvolver, afinal educar-se é procurar atingir um alto grau de desenvolvimento ― intelectual, emocional e espiritual; é cultivar-se; é aperfeiçoar-se.
O Bom Educador começa seu trabalho por si próprio. É impossível tentar educar alguém se não se educar a si mesmo. O Bom Educador usa sua autoridade para influenciar positivamente a maneira de proceder das pessoas com as quais convive sem ser autoritário, estabelecendo os limites necessários ao bom relacionamento com a intenção de orientar o educando, e não de provar quem é que manda na relação. O mais importante é formar ― no sentido de dar e receber ensinamentos ― seguindo os quatro pilares da Unesco para concretizar a aprendizagem: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser.
EMOÇÕES AUTÊNTICAS
O jovem somente se sentirá completo, sem necessitar de coisas externas para preencher o ‘vazio’ da vida — até porque nem haverá esse vazio —, quando souber reconhecer suas emoções como autênticas, quando não tiver medo de enfrentá-las ou de manifestá-las aos outros e quando obtiver êxito em seus relacionamentos, sem sofrer e sem provocar sofrimentos. Isso só será alcançado se houver afetividade em sua vida, se houver alguém que de fato afete favoravelmente a sua maneira de ser. Assim ele se sentirá realizado e dirá com firmeza: eu sou feliz e, se eu estou feliz, eu me relaciono melhor com as pessoas, eu me interesso mais pelos outros, eu aprendo com mais facilidade, eu realizo mais coisas e me realizo também!
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
A Pátria em calções e chuteiras

O cidadão inglês tradicional, que acompanha os passeios da Rainha da Inglaterra pela televisão, da mesma maneira que o cubano assistia aos discursos intermináveis de Fidel Castro, aprecia o turfe. Os britânicos têm até um cortejo de carruagens, do qual a Rainha participa, para dar início a um torneio de turfe. Aprecia também o futebol, tanto que as mais violentas torcidas do mundo são inglesas (Ué? Mas eles não apreciam o futebol?).
O estadunidense aprecia beisebol, basquete, vôlei, dentre outros. Aprecia também, mas com menos paixão, o futebol. Tanto que é um dos pouquíssimos esportes em que eles ainda não chegaram ao pódio mundial. Ainda não... O futebol só começou de verdade para eles quando Pelé jogou no New York Cosmos, por volta de 1976, 77. Estão chegando lá: já participaram de cinco copas depois disso. Serão campeões algum dia? Só o futuro nos dirá.
PAIXÃO PELO FUTEBOL
O cidadão brasileiro aprecia que tipo de esporte? Qual lota as arquibancadas? Que desporto é transmitido pela televisão quatro vezes por semana? É só mesmo o futebol! Até que se apreciam alguns outros esportes coletivos, como o basquete e o vôlei, mas a paixão que o futebol provoca no brasileiro é digna de tese de pós-doutorado. Principalmente neste ano de 2009, em que quatro times chegaram à última rodada do Campeonato Brasileiro com chances de se sagrar campeão: Flamengo, Internacional, Palmeiras e São Paulo. O Flamengo foi o vencedor, e o Palmeiras ficou em quinto.
É interessante essa paixão. Movimenta boa parte das conversas cotidianas dos homens brasileiros de todos os níveis socioeconômicos. O Presidente da República usa metáforas futebolísticas para decifrar seus pensamentos à população e quase transforma o país numa nação corintiana; Barrichello veste a camisa do seu time do coração, o mesmo do Presidente, antes de algumas corridas para dar sorte. Todos os grandes times têm torcedores pelo país todo. Há até a disputa para se saber qual a maior torcida do Brasil. Antes diziam ser a do Corinthians; hoje dizem ser a do Flamengo.
HERÓIS OU MERCENÁRIOS INCOMPETENTES
É interessante essa paixão que faz um país parar para assistir a uma partida de sua seleção principal. Em época de Copa do Mundo, então, tornamo-nos exímios técnicos de futebol, ora elogiando o oficial, ora pedindo sua saída. Se o escrete consegue a taça, os jogadores se transformam em heróis da nação; senão, viram mercenários covardes e incompetentes.
Um dos pontos mais interessantes dessa paixão é a fidelidade que temos ao time do nosso coração. Já se ouviu falar de homens que trocaram de esposas, de emprego, de amigos, de cidade, de país; até de sexo alguns trocaram, mas nunca se ouviu falar de um cidadão que tenha trocado de time! Conhece algum ex-palmeirense, que se tornou corintiano? Algum recifense que torcia pelo Náutico e passou a torcer pelo Sport? Gremista que virou colorado? Mengo que virou pó de arroz? Impossível!
FIEL ATÉ O ÚLTIMO SUSPIRO
O time, a gente o escolhe de pequeno e se mantém fiel a ele até o último suspiro. Pode até acontecer de o nosso time se dar mal em determinado campeonato e, somente naquele torneio, passarmos a torcer para que outro time se torne o campeão. É o caso, por exemplo, de torcedores do glorioso Santos Futebol Clube, bicampeão brasileiro e mundial e várias vezes campeão paulista, passarem a desejar em 2009 que o Flamengo seja o campeão para que seus rivais paulistas, Palmeiras e São Paulo, não o sejam. Não é uma troca, pois de time não se troca; é uma compensação ver os rivais mais próximos derrotados por um distante.
É. O Brasil é o país do futebol. É o país com o maior número de torcedores do mundo. É o país que mais exporta jogadores para a Europa; e agora também jogadoras. É o país cujos habitantes se sentem jogadores e técnicos ao mesmo tempo. É o país cujos habitantes se transformam em torcedores quando a Seleção enfrenta os inimigos (em futebol não há adversários; há inimigos) e convertem, como Nelson Rodrigues escreveu, “a pátria em calções e chuteiras dando rútilas botinadas em todas as direções”.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Crase diante de números
Concernentemente a números, portanto, só ocorrerá crase se este for representativo de termo feminino. Veja os seguintes exemplos:
- Chegarei à escola às 7h. Com crase, pois há a preposição a, e o número 7 é representativo de um termo feminino: horas. Basta substituir pelo termo masculino meio-dia: Chegarei à escola ao meio-dia. Como, diante do termo masculino surgiu ao (preposição + artigo), diante do feminino também haverá preposição + artigo: à.
- Chegarei à escola após as 7h. Sem crase, pois, apesar de o número 7 ser representativo do termo feminino horas, não há a preposição a, e sim a preposição após. Basta substituir pelo termo masculino meio-dia: Chegarei à escola após o meio-dia. Como, diante do termo masculino surgiu o (artigo), diante do feminino também haverá somente o artigo: a.
- Daqui a uma hora, embarcarei para o Rio de Janeiro. Sem crase, pois, apesar de o número uma ser representativo do termo feminino hora, não há o artigo a. Basta substituir pelo termo masculino minuto: Daqui a um minuto, embarcarei para o Rio de Janeiro. Como, diante do termo masculino surgiu a (preposição), diante do feminino também haverá somente preposição: a.
Uma curiosidade concernentemente a números ocorre quando há uma relação entre eles. Somente ocorrerá crase entre números quando o primeiro deles estiver antecedido de artigo. Por exemplo:
- O show ocorrerá das 20h às 22h.
- O show ocorrerá de 20h a 22h.
- 20h a 22h: Esse é o horário de show.
- Os alunos de 1ª a 4ª série devem posicionar-se à esquerda do palco.
- Os alunos da 1ª à 4ª série devem posicionar-se à esquerda do palco.
Crase diante de pronomes relativos
1- Diante dos pronomes relativos quem e cujo jamais ocorrerá crase, pois anteriormente a eles somente pode surgir a preposição a, jamais o artigo.
- Tu obedeces a quem?
- A empresa a cujos diretores nos referimos faliu.
2- Diante do pronome relativo onde, se houver a preposição a, ela será agregada ao pronome:
- A cidade aonde irei é belíssima.
3- Diante do pronome relativo quanto não surgirá a preposição a nem o artigo, pois ele sempre é antecedido dos pronomes tudo, todos e todas.
- Traga todos quantos quiser trazer.
- Diga tudo quanto quiser.
4- Diante dos pronomes relativos a qual e as quais ocorrerá crase quando o verbo que estiver imediatamente após eles exigir a preposição a.
- Esta é a casa à qual me referi. (Quem se refere, refere-se a algo)
- Esta é a casa a qual vi. (Quem vê, vê algo)
5- Diante do pronome relativo que ocorrerá crase somente quando houver antes dele a preposição a e um pronome demonstrativo aquele, aquela, aquilo, a ou as. Por exemplo:
- Essa bolsa é igual à que me roubaram ontem. (Essa bolsa é igual a + aquela que me roubaram ontem = Essa bolsa é igual àquela que me roubaram)
Crase diante de palavras masculinas.
Só ocorre crase, então, diante de palavras femininas. Há, porém, uma exceção: quando estiver subentendida a expressão moda de ou maneira de, haverá o acento indicador de crase, mesmo que a palavra seguinte seja masculina. Isso ocorre porque o artigo é determinador do substantivo moda ou maneira, que ficará oculto na frase, mas o artigo permanecerá presente.
- Muitas crianças usaram cabelos à Ronaldo, o Fenômeno.
- As mulheres, na década de setenta, gostavam dos vestidos à Clodovil.
Se condicional x Se causal
A conjução condicional se é bastante estudada e facilmente memorizada pelos jovens alunos brasileiros. Todo bom estudante sabe que Se você estudar, aprenderá equivale a Caso você estude, aprenderá ou a Desde que você estude, aprenderá ou ainda a Na condição de que você estude, aprenderá.
Ocorre, porém, que a conjunção se não é apenas condicional; ela também pode ser causal. Esta é bastante utilizada por nós, mas raramente a percebemos como causal. Já houve, inclusive, questões de vestibulares anuladas porque a banca examinadora, desatenta, apresentara uma frase com a conjunção causal, mas, equivocadamente, a denominara de condicional.
- Se será conjunção condicional quando iniciar uma oração subordinada adverbial condicional, em que se expressa uma hipótese ou condição necessária para que se realize ou não a ação principal. Eis algumas conjunções condicionais: se, caso, desde que, etc. Veja este exemplo:
- Se você não estudar, nada aprenderá = Caso você não estude, nada aprenderá.
As orações subordinadas podem sofrer redução. Isso ocorrerá quando perderem a conjunção, o que leva o verbo para o infinitivo, gerúndio ou particípio. A oração subordinada adverbial condicional pode, então, ser reduzida. Veja estes exemplos:
Precisando, telefone-me. Essa oração reduzida é correspondente à desenvolvida Se precisar, telefone-me.
Em se sabendo que ele viria, teríamos tomado as devidas providências. Essa oração reduzida é correspondente à desenvolvida Se soubéssemos que ele viria, teríamos tomado as devidas providências.
- Se será conjunção causal quando, obviamente, indicar causa, podendo ser substituída por outra conjunção (ou locução conjuntiva) causal. Eis algumas delas: porque, porquanto, já que, visto que, como (só no início de frase), uma vez que. Veja este exemplo:
- Se suas riquezas foram a causa de sua perdição, seria melhor que as não houvesse conseguido.
Essa frase equivale às seguintes:
- Já que suas riquezas foram a causa de sua perdição, seria melhor que as não houvesse conseguido.
- Uma vez que suas riquezas foram a causa de sua perdição, seria melhor que as não houvesse conseguido.
- Seria melhor que não houvesse conseguido suas riquezas porque elas foram a causa de sua perdição.
Observe mais este exemplo de se sendo conjunção causal:
- Se a prática leva à perfeição, então imagine o sabor de pratos elaborados bilhões e bilhões de vezes.
Essa frase equivale às seguintes:
- Já que a prática leva à perfeição, imagine o sabor de pratos elaborados bilhões e bilhões de vezes.
- Uma vez que a prática leva à perfeição, imagine o sabor de pratos elaborados bilhões e bilhões de vezes.
- Se a política do governo até agora só conseguiu levar mais miséria para o povo, seria melhor que ela não tivesse surgido em nosso país.
Essa frase equivale às seguintes:
- Já que a política do governo até agora só conseguiu levar mais miséria para o povo, seria melhor que ela não tivesse surgido em nosso país.
- Uma vez que a política do governo até agora só conseguiu levar mais miséria para o povo, seria melhor que ela não tivesse surgido em nosso país.
A palavra "quê", com acento
1- Substantivo:
É sempre acentuada e antecedida do artigo indefinido um: um quê, e o sentido dessa junção (um quê) é algo, alguma coisa.
- Ela tem um quê de mistério. (ela tem algo de mistério)
2- Interjeição:
É sempre acentuada. Indica espanto, surpresa.
- Quê? Meu Deus! Que farei agora?
3- Pronome interrogativo em final de frase:
É sempre acentuada e acompanhada de o.
- Você falou o quê?
Crase diante da palavra “casa”.
O que o aluno deve fazer, portanto, é analisar a presença desses elementos na oração: preposição + artigo ou preposição + pronome demonstrativo.
A palavra “casa”, concernentemente ao estudo de crase, apresenta as seguintes características:
1- Se a palavra “casa” estiver especificada, ou seja, se houver outra palavra determinando-a, modificando-a — como um adjetivo ou uma locução adjetiva — obrigatoriamente será determinada pelo artigo definido “a”. Caso haja a preposição “a” ligada à palavra “casa”, o acento indicador de crase será também obrigatório.
- Irei à casa de Renato levar-lhe o livro.
- Cheguei à Casa da Moeda antes das 8h.
2- Se a palavra “casa” NÃO estiver especificada, ou seja, se NÃO houver outra palavra determinando-a, modificando-a — como um adjetivo ou uma locução adjetiva — NÃO será determinada pelo artigo definido “a”, ou seja, não haverá o artigo, consequentemente não pode haver o acento indicador de crase se a palavra “casa” não for especificada.
- Irei a casa buscar o livro.
- Cheguei a casa antes das 8h.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Breve análise do Hino Nacional Brasileiro
Esses versos que dão início ao Hino Nacional Brasileiro estão sintaticamente em ordem indireta, o que significa dizer que os termos da oração não estão na sequência adequada, que é a seguinte: inicia-se a oração pelo sujeito; logo em seguida, coloca-se o verbo, para, depois, complementar o seu sentido com os complementos verbais, objeto direto e objeto indireto. Depois deles, colocam-se os adjuntos adverbiais.
O sujeito do verbo “ouvir” não é, como muitos julgam ser, “o povo brasileiro” nem “os brasileiros”, e sim “as margens plácidas do Ipiranga”. E o que elas ouviram? Resposta: “O brado retumbante de um povo heroico”.
A ordem direta desses versos, portanto, é a seguinte:
As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico.
Observe o significado das palavras:
Plácidas: serenas, tranquilas;
Brado: grito;
Retumbante: que ecoa
Talvez o autor do Hino Nacional tenha querido dizer que a nossa independência ocorrera tranquila, serena, sem revoluções nem guerras, e que o grito dado por D. Pedro I tenha sido representante de todo o povo. Esse grito ecoou, ou seja, foi ouvido ao longe, o mais longe possível.
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“E o sol da liberdade em raios fúlgidos brilhou no céu da Pátria nesse instante”
Esses versos do Hino Nacional trazem as palavras “sol”, “raios”, ”fúlgidos” e “brilhou” como elementos figurados, no significado de “aquilo que apresenta algo com clareza”. E o que foi apresentado? A liberdade, conseguida com a independência do país. O significado de “fúlgidos” é “brilhante, resplandecente”.
O autor usou o pronome demonstrativo “esse”, ligado à preposição “em” (nesse) para indicar que o instante em que o sol brilhou se situa em tempo passado recente, pois a Independência havia acontecido quinze anos antes de ele ter escrito o Hino Nacional.
Os pronomes demonstrativos “esse, essa, isso” indicam tempo futuro ou passado recente.
Os pronomes demonstrativos “este, esta, isto” indicam tempo presente.
Os pronomes demonstrativos “aquele, aquela, aquilo” indicam tempo passado distante.
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“Se o penhor dessa igualdade, conseguimos conquistar com braço forte, em teu seio, ó liberdade, desafia o nosso peito a própria morte”
Esses versos são iniciados pela conjunção “se”, que não é condicional, como a primeira vista possa parecer, e sim causal, com o significado de “porque, já que, uma vez que”. Há, também, há a palavra “penhor”, cujo significado é “garantia”. Diz o autor, então, que a garantia de igualdade foi conquistada por nós com braço forte, por isso o nosso peito desafia a própria morte, ou seja, como o nosso peito tem a liberdade, desafia a própria morte porque conseguimos conquistar com braço forte a garantia de igualdade.
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“Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desce, se em teu formoso céu risonho e límpido, a imagem do Cruzeiro resplandece”.
O “se” presente nesses versos não é pronome nem conjunção condicional, e sim conjunção causal, com o significado de “porque, já que, visto que”. Diz o autor que já que a imagem do Cruzeiro do Sul resplandece no formoso, risonho e límpido céu brasileiro, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança à terra desce, ou seja, a imagem do Cruzeiro nos traz esperança.
Os termos das orações desses versos estão em ordem indireta, ou seja, não estão na sequência adequada para um bom entendimento da frase. A ordem direta das orações é a seguinte: Brasil, um sonho intenso, um raio vívido de amor e de esperança desce à terra, se a imagem do Cruzeiro resplandece em teu céu formoso, risonho e límpido.--------------------------------------------------------
“Gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza”.
Esses versos dizem que o Brasil é grande, belo, forte, impávido colosso. Qual é o significado de impávido colosso?
Impávido é “corajoso, destemido”, e colosso, “grande, gigantesco”.
Como se pronuncia a conjugação de verbo “espelhar”?
Os verbos terminados em “-ejar”, “-elhar” e “-echar” tem a pronúncia do “e” fechada. Pronuncia-se, portanto, “espêlha”.
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“Fulguras, ó Brasil, florão da América”.
Esse verso diz que o Brasil brilha, destaca-se na América. O significado de “fulgurar” é “brilhar’, e de “florão”, “preciosidade” dentre outros significados, portanto, o Brasil se destaca por ser a preciosidade da América, segundo o autor do Hino Nacional.
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“Do que a terra mais garrida, teus risonhos, lindos campos têm mais flores”.
Esses versos do Hino Nacional estão em ordem indireta, ou seja, não se apresentam na ordem adequada de seus termos para um bom entendimento da frase. A ordem direta é a seguinte:
Teus campos risonhos e límpidos têm mais flores do que a terra mais garrida. O significado do adjetivo “garrida” é “elegante”.
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“Brasil, de amor eterno seja símbolo o lábaro que ostentas estrelado”.
Esses versos do Hino Nacional estão em ordem indireta, ou seja, não se apresentam na adequada ordem para um bom entendimento da frase. Antes de colocar as orações em ordem direta, vejamos o significado de algumas palavras:
Lábaro: bandeira;
Ostentar: exibir, tornar aparente
A ordem direta desses versos é a seguinte:
(Que) a bandeira estrelada que o Brasil exibe seja símbolo de amor eterno.
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“Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora a própria morte”.
Esses versos do Hino Nacional são de difícil interpretação em virtude da maneira como seus termos foram dispostos nas orações. Quem não foge à luta? Quem não teme o quê? Quem adora o quê?
Claramente se vê que são os filhos que não fogem à luta, mas não são eles que não temem algo, e sim aqueles que adoram o Brasil não temem a própria morte. A adequada interpretação desses versos é a seguinte: Se o Brasil erguer a clava forte da justiça verá que seus filhos não fogem à luta e que os que o adoram não temem morrer.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
As meninas ficaram todo molhadas!
O vocábulo todo pode ser adjetivo, pronome indefinido ou advérbio.
Quando for adjetivo, terá o significado de completo, inteiro, total ou que não deixa nada de fora; a que não falta parte alguma. Por exemplo:
- O ano todo foi de muito trabalho.
- Toda a família compareceu à reunião.
Quando for pronome indefinido, terá o significado de qualquer, cada. Por exemplo:
- Em toda parte vejo o que procuro - Em cada parte.
- As meninas ficaram todas molhadas = Cada uma das meninas.
Quando for advérbio, terá o significado de totalmente, por inteiro. Por exemplo:
- O prédio ardeu todo = ardeu por inteiro.
- As meninas ficaram todo molhadas - molhadas totalmente.
Como advérbio, todo é invariável, mas pode também haver a concordância por atração ou eufonia, portanto tanto se pode dizer A casa ardeu toda quanto A casa ardeu todo.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Testes de Concordância Verbal e Nominal
01) (UFPE) Segundo a norma padrão da Língua Portuguesa, a alternativa em que as regras de concordância nominal e verbal foram respeitadas é:
a) O resultado das mais recentes pesquisas, em anexo, mostraram índices preocupantes. Faltou soluções mais decisivas.
b) Fiquem alerta: nenhum dos programas apresentados concederam prioridade à produção do texto escrito
c) Minas Gerais desenvolve pesquisas de ponta na área da alfabetização. Um novo grupo assumiram, eles mesmo, a coordenação dessas pesquisas.
d) Foi passada uma série de informações infundadas: a maioria dos alunos lê literatura brasileira. Qual das pesquisas já enfatizou isso?
e) Os pesquisadores, eles mesmo, em quase sua totalidade, está de acordo em relação à urgência do incentivo à leitura.
02) No fragmento "tenho preservados os movimentos de braços, mãos e dedos", o ajuste de flexão em "preservados" se explica por um processo de:
a) concordância nominal com "braços".
b) concordância verbal com "movimentos".
c) concordância nominal com "movimentos"
d) concordância verbal com "braços, mãos e dedos".
e) concordância nominal com "dedos".
03) Assinale a alternativa em que os espaços não ficam corretamente preenchidos com a palavra colocada entre parênteses:
a) Estava _____________ a porta e as janelas. (abertas)
b) Encontramos _____________ a sala e o quarto. (ocupados)
c) Seria _________________ muita paciência e cuidado. (necessária)
d) Tinha talento e habilidade _____________. (rara)
e) O 3º e o 4º ____________ foram os mais aplaudidos. (lugares)
04) A concordância verbal e nominal está de acordo com a norma padrão em:
a) Houveram implicações boas e más naquelas atitudes dos empresários de Pernambuco.
b) Propostas, o mais adequadas possíveis, em termos de qualidade, foi apresentadas aos trabalhadores.
c) Quaisquer deslizes perante o consumidor, nessa área, provoca problemas para a empresa.
d) É necessário paciência para poderem os trabalhadores conseguirem seus plenos direitos.
e) A ação social, um dos temas mais discutidos atualmente, faz os interessados repensarem a política fiscal.
05) Assinale a alternativa em que a concordância nominal esteja adequada à norma padrão.
a) Acho bom a maneira como seus filhos se comportam.
b) Era muitíssimo valorizado o conto e as poesias dele.
c) Salvas as vezes em que você me agrediu, só tivemos momentos bons.
d) Dado as consequências trágicas do acidente, não poderei viajar.
e) Dito assim, com tanto afeto, suas palavras até me deixam emocionado.
06) A frase que desrespeita a norma culta do português está na alternativa:
a) É preciso, em qualquer empresa, pessoas que vistam a camisa.
b) Seriam necessárias, segundo ele, estas quatro folhas de papel.
c) É proibido permanência de pessoas estranhas neste lugar.
d) É proibida a permanência de pessoas estranhas neste lugar.
e) São necessários duas professoras e três enfermeiras para cuidar bem dessas crianças.
07) Assinale a única alternativa em que não haja falha de concordância nominal:
a) É meia complicada esta situação.
b) Aqueles homens, por si só, conseguiram superar os desafio.
c) Havia modelos as mais belas possíveis no desfile.
d) Seus irmãos conseguiram, eles mesmo, cozinhar durante uma semana.
e) Anexo ao trabalho, seguiram as várias tabelas que o professor solicitou.
08) Assinale a opção com erro de concordância:
a) Bastantes famílias perderam o apoio dos filhos no seminário.
b) A aluna estava meio desgastada com os colegas.
c) É necessário justiça.
d) Os professores consideram inoportunos as atitudes e os palpites do rapaz.
e) Anexo aos requerimentos foram as listas dos convocados.
09) Leia com atenção os itens a seguir:
I- A multidão, mesmo com a nova ordem econômica, exigiam uma realidade social mais justa.
II- Sua Excelência sempre se mostrou interessado em encaminhar projetos ao Congresso.
III- Os mineiros com frequência nos preocupamos com a organização política do país.
Ocorre concordância ideológica ou silepse em:
a) I e II apenas.
b) I e III apenas.
c) II e III apenas.
d) I, II e III
e) III apenas.
Gabarito comentado:
01)
a) O resultado das mais recentes pesquisas, em anexo, mostraram índices preocupantes. Faltou soluções mais decisivas.
O núcleo do sujeito do verbo "mostrar" é o substantivo masculino, singular, "resultado". Por isso o verbo tem de ficar no singular: "O resultado das mais recentes pesquisas mostrou".
O núcleo do sujeito do verbo "faltar" é o substantivo feminino, plural, "soluções". Por isso o verbo tem de ficar no plural: "Faltaram soluções".
O vocábulo "anexo" concorda com o elemento a que se refere se representar o elemento que se anexou a algo:
- As fotografias seguem anexas.
- Os documentos estão anexos ao processo.
A locução "em anexo" (ou "no anexo") é invariável se representar que alguma coisa está dentro do elemento que se anexou a algo. Por exemplo: Anexou-se um arquivo Word a um e-mail. Dentro deste arquivo há uma foto. Pode-se, portanto, escrever o seguinte:
- A fotografia está em anexo.
b) Fiquem alerta: nenhum dos programas apresentados concederam prioridade à produção do texto escrito
Segundo o Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), "alerta" pode ser adjetivo, advérbio, interjeição ou substantivo.
Se for adjetivo, terá o significado de "atento", "vigilante", e concordará com o substantivo a que se refere. Por exemplo:
- Pais alertas evitam que seus filhos se droguem.
Se for advérbio, terá o significado de "atentamente", "em atitude de quem vigia", "de vigilância", "de sobreaviso", e será invariável. Por exemplo:
- Pais que ficam alerta evitam que seus filhos se droguem.
Se for interjeição, terá o significado de "Sentido!", "Atenção!", "Cuidado!", e será invariável.
- Escoteiros! Alerta!
Se for substantivo, terá o significado de "sinal para estar vigilante", e poderá ser usado no singular ou no plural.
- Já foi dado o alerta a toda a cidade.
Na frase apresentada, "alerta" tanto pode ser considerado adjetivo quanto advérbio. Pode, portanto, ficar no singular ou no plural.
O núcleo do sujeito do verbo "conceder" é o pronome indefinido "nenhum", singular. Por isso o verbo tem de ficar no singular: "nenhum dos programas apresentados concedeu"
c) Minas Gerais desenvolve pesquisas de ponta na área da alfabetização. Um novo grupo assumiram, eles mesmo, a coordenação dessas pesquisas.
"Minas Gerais" é um topônimo (nome de lugar) plural sem artigo; os verbos que tiverem como sujeito um topônimo plural sem artigo ficam no singular "Minas Gerais desenvolve". Quando houver artigo, o verbo concordará com este. Por exemplo: Os Estados Unidos desenvolveram.
O núcleo do sujeito do verbo "assumir" é o substantivo masculino, singular, "grupo". O verbo tem de ficar, portanto, no singular: "Um novo grupo assumiu".
"Mesmo", na frase apresentada, é um pronome demonstrativo de reforço. Concorda com o elemento a que se refere: "ele mesmo".
d) Foi passada uma série de informações infundadas: a maioria dos alunos lê literatura brasileira. Qual das pesquisas já enfatizou isso?
O núcleo do sujeito da locução verbal passiva "ser passado" é o substantivo feminino, singular, "série". Por isso o verbo "ser" fica no singular e o particípio no feminino singular: "Foi passada uma série de informações".
"Infundado" é um adjetivo e, como tal, concorda com o substantivo a que se refere, que é "informações", feminino, plural. Tem de ficar no plural, portanto: "informações infundadas".
O núcleo do sujeito do verbo "ler" é o substantivo feminino, singular, "maioria". O verbo tem de ficar, portanto, no singular: "A maioria dos alunos lê". "Maioria" é palavra coletiva. Quando uma palavra coletiva se acompanhar de um restritivo plural, o verbo também poderá concordar com este. O verbo "ler" poderia, então também ficar no plural: A maioria dos alunos leem.
O núcleo do sujeito do verbo "enfatizar" é o pronome interrogativo "qual", singular. O verbo tem de ficar, portanto, no singular: "Qual das pesquisas já enfatizou isso?".
A resposta adequada é, então, a letra D.
e) Os pesquisadores, eles mesmo, em quase sua totalidade, está de acordo em relação à urgência do incentivo à leitura.
O núcleo do sujeito do verbo "estar" é o substantivo masculino, plural, "pesquisadores". O verbo tem de ficar, portanto, no plural: "Os pesquisadores estão de acordo".
"Mesmo", na frase apresentada, é um pronome demonstrativo de reforço. Concorda com o elemento a que se refere: "eles mesmos".
02) Em "tenho preservados os movimentos de braços, mãos e dedos" ocorre a concordância do particípio do verbo "preservar" com o substantivo "movimentos", pois isso é que está preservado. Como particípio é forma nominal de verbo, a concordância é nominal. A resposta é, portanto, a letra C.
03)
a) Estava aberta a porta e as janelas.
O sujeito do verbo "estar" é composto: "a porta e as janelas". Quando o verbo estiver antes do sujeito composto, tanto pode concordar com a soma dos núcleos quanto com o núcleo mais próximo. A frase apresentada pode ter, portanto, duas concordâncias: Estava aberta a porta e as janelas, concordando somente com o núcleo mais próximo, "porta"; Estavam abertas a porta e as janelas, concordando com a soma dos núcleos.
Como, na frase apresentada, o verbo "estar" está no singular, o adjetivo "aberta" também tem de estar no singular. Esta é, portanto, a resposta: A
b) Encontramos ocupados a sala e o quarto.
Nessa frase, "ocupado" tem a função sintática de predicativo do objeto, pois, se substituirmos o objeto direto "a sala e o quarto" por um pronome, "ocupado" não desaparecerá da frase: "Encontramo-los ocupados". O predicativo de um objeto composto concorda sempre com a soma dos núcleos: A sala e o quarto estavam ocupados.
c) Seria necessária muita paciência e cuidado.
Quando uma oração com o verbo "ser" tiver como sujeito um elemento sem modificador, tanto o verbo "ser" quanto o predicativo ficarão no singular, e o predicativo ficará na forma masculina. Se o sujeito tiver modificador, o verbo e o predicativo concordarão com este. Na frase apresentada, o sujeito "paciência" tem o modificador "muita", por isso a concordância com ele: "Seria necessária muita paciência". Caso não houvesse esse modificador: "Seria necessário paciência".
d) Tinha talento e habilidade rara.
Nessa frase "rara" tem a função sintática de adjunto adnominal, pois, se substituirmos o objeto direto "talento e habilidade" por um pronome, "raro" desaparecerá da frase: "Tinha-os". Quando um adjetivo funcionar como adjunto adnominal e se referir a dois ou mais núcleos de função sintática, se estiver depois desses núcleos, tanto poderá concordar com a soma dos núcleos quanto com o núcleo mais próximo: "Tinha talento e habilidade raros"; "Tinha talento e habilidade rara".
e) O 3º e o 4º lugares foram os mais aplaudidos.
Quando numerais ordinais forem seguidos de núcleo, a preferência é a concordância com o núcleo mais próximo: O 3º e o 4º lugar foram os mais aplaudidos.
Há , porém, gramáticos que aceitam a concordância com a soma dos numerais (O 3º e o 4º lugares), porque, caso não haja artigo definindo os numerais, essa é a concordância mais aceitável. Por exemplo: As salas de 1ª e 2ª séries...
04)
a) Houveram implicações boas e más naquelas atitudes dos empresários de Pernambuco.
O verbo "haver", quando significar "existir" ou "acontecer" ou quando indicar "tempo decorrido", é impessoal, tendo de ficar na terceira pessoa do singular: Houve implicações.
b) Propostas, o mais adequadas possíveis, em termos de qualidade, foi apresentadas aos trabalhadores.
O núcleo do sujeito do verbo "ser" é o substantivo feminino, plural, "propostas". O verbo tem de ficar, portanto, no plural: Propostas foram apresentadas.
Quando o adjetivo "possível" estiver no superlativo relativo de superioridade (o mais...) ou de inferioridade (o menos...), terá de concordar com o artigo: "o mais ... possível"; "os mais ... possíveis"; "as mais ... possíveis".
c) Quaisquer deslizes perante o consumidor, nessa área, provoca problemas para a empresa.
O núcleo do sujeito do verbo "provocar" é o substantivo masculino, plural, "deslizes". O verbo tem de ficar, portanto, no plural: Quaisquer deslizes provocam problemas.
d) É necessário paciência para poderem os trabalhadores conseguirem seus plenos direitos.
Quando uma oração com o verbo "ser" tiver como sujeito um elemento sem modificador, tanto o verbo "ser" quanto o predicativo ficarão no singular, e o predicativo ficará na forma masculina. Se o sujeito tiver modificador, o verbo e o predicativo concordarão com este. Na frase apresentada, o sujeito "paciência" não tem modificador, por isso o predicativo fica no masculino: "É necessário paciência". Caso houvesse um modificador: "É necessária muita paciência".
Na formação de locução verbal, apenas o verbo auxiliar concordará com o sujeito; o verbo principal não se flexiona: "...para os trabalhadores poderem conseguir seus plenos direitos".
e) A ação social, um dos temas mais discutidos atualmente, faz os interessados repensarem a política fiscal.
O núcleo do sujeito do verbo "fazer" é o substantivo feminino, singular, "ação". O verbo tem de ficar, portanto, no singular: "A ação social faz os interessados...".
Quando houver período com um destes verbos: fazer, mandar, deixar, ver, ouvir, sentir, ou sinônimos ou derivados deles, e outro verbo no infinitivo tiver ligação com esse verbo, o sujeito do verbo no infinitivo será denominado de "sujeito acusativo". Se o sujeito acusativo for um substantivo plural, o infinitivo tanto poderá ser flexionado no plural quanto não flexionado: "...faz os interessados repensarem..." ou "...faz os interessados repensar..."
A resposta adequada é, então, a letra E.
05)
a) Acho bom a maneira como seus filhos se comportam.
O adjetivo "bom" tem de concordar com o substantivo a que se refere, que é o substantivo feminino, singular, "maneira": Acho boa a maneira...
b) Era muitíssimo valorizado o conto e as poesias dele.
O sujeito do verbo "ser" é composto: "o conto e as poesias dele". Quando o verbo estiver antes do sujeito composto, tanto pode concordar com a soma dos núcleos quanto com o núcleo mais próximo. A frase apresentada pode ter, portanto, duas concordâncias: Era muitíssimo valorizado o conto e as poesias dele, concordando somente com o núcleo mais próximo, "conto"; Eram muitíssimo valorizados o conto e as poesias dele, concordando com a soma dos núcleos. Esta é a resposta, portanto: B.
c) Salvas as vezes em que você me agrediu, só tivemos momentos bons.
"Salvo", na frase apresentada, é uma preposição, com valor de "exceto". É invariável: "Salvo as vezes..."
d) Dado as consequências trágicas do acidente, não poderei viajar.
O particípio do verbo "dar", "dado", tem de concordar com o substantivo a que se refere, que é o substantivo feminino, plural, "consequências": dadas as consequências...
e) Dito assim, com tanto afeto, suas palavras até me deixam emocionado.
O particípio do verbo "dizer", "dito", tem de concordar com o substantivo a que se refere, que é o substantivo feminino, plural, "palavras": Ditas assim...
06)
a) É preciso, em qualquer empresa, pessoas que vistam a camisa.
b) Seriam necessárias, segundo ele, estas quatro folhas de papel.
c) É proibido permanência de pessoas estranhas neste lugar.
d) É proibida a permanência de pessoas estranhas neste lugar.
e) São necessários duas professoras e três enfermeiras para cuidar bem dessas crianças.
Quando uma oração com o verbo "ser" tiver como sujeito um elemento sem modificador, tanto o verbo "ser" quanto o predicativo ficarão no singular, e o predicativo ficará na forma masculina. Se o sujeito tiver modificador, o verbo e o predicativo concordarão com este. Nas frases apresentadas, há dois sujeitos sem modificador: "pessoas"; "permanência". O verbo e o predicativo ficam no singular, e o predicativo, no masculino: "É preciso, em qualquer empresa, pessoas que vistam a camisa"; "É proibido permanência de pessoas estranhas neste lugar". Consequentemente, há três sujeitos com modificador: "ESTAS quatro folhas"; "A permanência"; "DUAS professoras e TRÊS enfermeiras". O verbo e o predicativo têm de concordar com eles: "Seriam necessárias, segundo ele, estas quatro folhas de papel"; "É proibida a permanência de pessoas estranhas neste lugar"; "São necessárias duas professoras e três enfermeiras para cuidar bem dessas crianças".
A resposta, portanto, está na letra E.
07)
a) É meia complicada esta situação.
O vocábulo "meio" é invariável, por ser advérbio, quando modificar adjetivo. É o que ocorre nessa frase: "complicada" é adjetivo; "meio", advérbio: "É meio complicada"
b) Aqueles homens, por si só, conseguiram superar os desafio.
O vocábulo "só" concorda com o elemento a que se refere quando for adjetivo, equivalente a "sozinho": "Aqueles homens, por si sós..."
c) Havia modelos as mais belas possíveis no desfile.
O verbo "haver", quando significar "existir" ou "acontecer" ou quando indicar "tempo decorrido", é impessoal, tendo de ficar na terceira pessoa do singular: Havia modelos.
Quando o adjetivo "possível" estiver no superlativo relativo de superioridade (o mais...) ou de inferioridade (o menos...), terá de concordar com o artigo: "o mais ... possível"; "os mais ... possíveis"; "as mais ... possíveis".
Essa é a resposta: C
d) Seus irmãos conseguiram, eles mesmo, cozinhar durante uma semana.
"Mesmo", na frase apresentada, é um pronome demonstrativo de reforço. Concorda com o elemento a que se refere: "eles mesmos".
e) Anexo ao trabalho, seguiram as várias tabelas que o professor solicitou.
O vocábulo "anexo" concorda com o elemento a que se refere se representar o elemento que se anexou a algo:
- As fotografias seguem anexas.
- Os documentos estão anexos ao processo.
A locução "em anexo" (ou "no anexo") é invariável se representar que alguma coisa está dentro do elemento que se anexou a algo. Por exemplo: Anexou-se um arquivo Word a um e-mail. Dentro deste arquivo há uma foto. Pode-se, portanto, escrever o seguinte:
- A fotografia está em anexo.
Na frase apresentada, "anexo" tem de concordar com "tabelas": "Anexas ao trabalho, seguem as várias tabelas..."
08)
a) Bastantes famílias perderam o apoio dos filhos no seminário.
Quando o vocábulo "bastante" modificar substantivo, concorda com este: Bastantes famílias.
b) A aluna estava meio desgastada com os colegas.
O vocábulo "meio" é invariável, por ser advérbio, quando modificar adjetivo. É o que ocorre nessa frase: "desgastada" é adjetivo; "meio", advérbio: "A aluna estava meio desgastada"
c) É necessário justiça.
O sujeito "justiça" não tem modificador. Tanto o verbo quanto o predicativo ficam no singular; o predicativo fica também no masculino: É necessário justiça.
d) Os professores consideram inoportunos as atitudes e os palpites do rapaz.
Nessa frase, "inoportuno" tem a função sintática de predicativo do objeto, pois, se substituirmos o objeto direto "as atitudes e os palpites do rapaz" por um pronome, "inoportuno" não desaparecerá da frase: "Os professores consideram-nos inoportunos". O predicativo de um objeto composto concorda sempre com a soma dos núcleos: Os professores consideram inoportunos as atitudes e os palpites do rapaz.
e) Anexo aos requerimentos foram as listas dos convocados.
O que segue " anexo" são as listas, por isso "Anexas aos requerimentos foram as listas dos convocados" .
A resposta adequada é, então, a letra E.
09)
Concordância ideológica ou silepse é a concordância não com a palavra escrita, mas sim com o que ela representa. Há três tipos de silepse:
- de pessoa: Os professores estamos satisfeitos = Nós estamos satisfeitos
- de gênero: São Paulo é bela = a cidade é bela.
- de número: estaremos fechado amanhã = O estabelecimento comercial estará fechado.
As três frases apresentadas têm silepse:
I- A multidão, mesmo com a nova ordem econômica, exigiam uma realidade social mais justa.
Uma silepse de pessoa rara: quando o sujeito for palavra coletiva, e o verbo estiver distante dele, pode concordar no plural.
II- Sua Excelência sempre se mostrou interessado em encaminhar projetos ao Congresso.
"Sua Excelência" é expressão feminina, mas se refere a um homem, por isso a concordância do adjetivo no masculino.
III- Os mineiros com frequência nos preocupamos com a organização política do país.
Nós, os mineiros, nos preocupamos.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Oração subordinada substantiva subjetiva X objetiva direta
Sabe-se que, quando a oração estiver na voz ativa, o sujeito será o elemento agente da ação e que o objeto direto, o elemento paciente. Por exemplo, a oração O aluno estudou a matéria está na voz ativa. O sujeito O aluno pratica a ação, e o objeto direto a matéria sofre-a.
Sabe-se, também, que, quando a oração estiver na voz passiva, quem sofre a ação será o sujeito e que quem a pratica será o agente da passiva. Por exemplo, a oração A matéria foi estudada pelo aluno está na voz passiva. O sujeito A matéria sofre a ação, e o agente da passiva o aluno pratica-a.
Um elemento apassivador muito importante é o pronome se, denominado de partícula apassivadora. Ele será assim chamado quando houver verbo transitivo direto com objeto direto acompanhado do pronome se. O objeto direto se transformará em sujeito, uma vez que a oração está na voz passiva, e o verbo passará a concordar com ele. Veja estes exemplos:
Venderam a casa que eu visitei.
Em Venderam a casa, a oração está na voz ativa, uma vez que o sujeito pratica a ação, e o objeto direto a sofre. Há duas maneiras de se passar essa oração para a voz passiva:
1) Com o verbo ser: A casa foi vendida.
2) Com o pronome se: Vendeu-se a casa.
Se o substantivo casa estivesse no plural, os verbos da voz passiva também estariam, pois eles têm de concordar com o sujeito:
As casas foram vendidas.
Venderam-se as casas.
Sabido isso, analisemos o seguinte período:
Podem dizer que a tarefa crítica é puramente formal
Analisando-se sintaticamente esse período, chega-se à conclusão de que a primeira oração está na voz ativa, pois alguém poderá praticar a ação de dizer algo. O verbo dizer é transitivo direto, pois quem diz, diz algo (Não é transitivo direto e indireto porque não há o objeto indireto). O objeto direto é a oração que a tarefa crítica é puramente formal, pois é o algo dito. O nome da oração que exerce a função de objeto direto é oração subordinada substantiva objetiva direta.
Que aconteceria se o pronome se fosse colocado jundo de poder? Pode-se dizer ou Podem-se dizer?
O verbo poder teria de ficar no singular, pois o sujeito passaria a ser a oração que a tarefa crítica é puramente formal, uma vez que há verbo transitivo direto com objeto direto acompanhado do pronome se. A oração passou a estar, portanto, na voz passiva. O objeto direto passou a ser sujeito, então a oração subordinada substantiva objetiva direta passou a ser subjetiva. Esta oração exige que o verbo da oração principal fique no singular. Portanto, a frase
Podem dizer que a tarefa crítica é puramente formal passada para a voz passiva ficaria
Pode-se dizer que a tarefa crítica é puramente formal.
Oração subjetiva x Oração predicativa
Existem seis orações subordinadas substantivas: subjetiva, predicativa, objetiva direta, objetiva indireta, completiva nominal e apositiva. As subjetiva e predicativa são muitas vezes muito parecidas, pois ambas podem ser subordinadas a uma oração principal com verbo de ligação. A definição de qual seja depende da posição do verbo de ligação no período:
- Se o verbo de ligação estiver antes do adjetivo, a oração subordinada, que estará depois do adjetivo, será subjetiva:
- É preciso que estudemos diariamente.
- Não é fácil encontrar políticos honestos no Brasil.
- É verdade que o vereador se corrompeu.
- É certo que nada sei.
- Se o verbo de ligação estiver depois do substantivo, a oração subordinada, que estará depois do verbo de ligação, será predicativa:
- A verdade é que o vereador se corrompeu.
- O certo é que nada sei.
Observe o seguinte período:
É coisa averiguada que não se sabe nada e que todos são ignorantes
As orações que não se sabe nada e que todos são ignorantes são subordinadas substantivas subjetivas, pois funcionam como sujeito do verbo de ligação ser, e são coordenadas entre si, uma vez que ambas têm a mesma função sintática (sujeito) e estão unidas pela conjunção coordenativa aditiva e.
Já se a frase fossse iniciada pelo vocábulo coisa antecedido de artigo, e o verbo de ligação ser fosse colocado depois dele, as mesmas orações passariam a ser subordinadas substantivas predicativas coordenadas entre si, pois o sujeito seria o substantivo coisa:
A coisa averiguada é que não se sabe nada e que todos são ignorantes
sexta-feira, 15 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
quinta-feira, 16 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
domingo, 5 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Iode, vau, diérese e sinérese
Hiato = É o agrupamento de duas vogais, cada uma em uma sílaba diferente.
Lu-a-na, a-fi-a-do, pi-a-da
Ditongo = É o agrupamento de uma vogal e uma semivogal, em uma mesma sílaba. Quando a vogal estiver antes da semivogal, chamaremos de Ditongo Decrescente, e, quando a vogal estiver depois da semivogal, de Ditongo Crescente. Chamaremos ainda de oral e nasal, conforme ocorrer a saída do ar pelas narinas ou pela boca.
Cai-xa = Ditongo decrescente oral.
Cin-quen-ta = Ditongo crescente nasal, com a ocorrência do Ressoo Nasal.
Tritongo = É o agrupamento de uma vogal e duas semivogais. Também pode ser oral ou nasal.
A-guei = Tritongo oral.
Á-guem = Tritongo nasal, com a ocorrência da semivogal m.
Além desse três, há outros encontros vocálicos importantes:
O agrupamento de uma semivogal entre duas vogais. São os grupos aia, eia, oia, uia, aie, eie, oie, uie, aio, eio, oio, uio, uiu, em qualquer lugar da palavra - começo, meio ou fim. Denominam-se esses encontros de iode. Eis alguns exemplos de iode:
praia, ideia, joia, imbuia, arreio, arroio, balaio, feio, tuiuiú.
Foneticamente, ocorre duplo ditongo ou tritongo + ditongo, conforme o número de semivogais.
Representa-se o som de i com duplo Y: ay-ya, ey-ya, representando o "y-y" um fonema apenas, e não dois como parece. A pronúncia do i é contínua em ambas as sílabas, sem o silêncio que caracteriza a mudança de sílaba.
A palavra vaia, então, tem quatro letras (v - a - i - a) e quatro fonemas (/v/ /a/ /y/ /a/), sendo que o "y" pertence às duas sílabas, não havendo, no entanto, silêncio entre as duas no momento de pronunciar a palavra. Foneticamente, há, então, dois ditongos: ay e ya. Já em sequóia, há um tritongo (woy) e um ditongo (ya).
Na separação silábica, o i ficará na sílaba anterior: prai-a, mei-
a, joi-o, mai-o, fei-o, im-bui-a, tui-ui-ú.
O mesmo ocorre com a semivogal W: aua, aue, aui...
Pi-au-í = Representação fonética: Pi-aw-wi. Com o "w" ocorre o mesmo que ocorreu com o "y", ou seja, representa um fonema apenas e pertence a ambas as sílabas, não havendo o silêncio entre elas no momento de pronunciar a palavra. Denominam-se esses encontros de vau.
Ocorrem, também, na Língua Portuguesa, encontros vocálicos que ora são pronunciados como ditongo, ora como hiato. São eles:
Sinérese = São os agrupamentos ae, ao, ea, eo,
ia, ie, io, oa, oe, ua, ue, uo.
Ca-e-ta-no, Cae-ta-no; ge-a-da, gea-da; Na-tá-li-a, Na-tá-lia; du-e-lo, due-lo.
Diérese = São os agrupamentos ai, au, ei, eu, iu, oi, ui.
re-in-te-grar, rein-te-grar; re-u-nir, reu-nir; di-u-tur-no, diu-tur-no.
Obs.: Há palavras que, mesmo contendo esses agrupamentos não sofrem sinérese nem diérese. Há de ter bom senso, no momento de se separarem as sílabas. Nas palavras rua, tia, magoa, por exemplo, é claro que só há hiato.




