quarta-feira, 16 de julho de 2014

Quiuí e poncã

O fruto de casca marrom fina e pilosa e polpa verde e sumarenta  denominado de kiwi em língua inglesa deve ter seu nome escrito em português quiuí ou quivi
A tangerina que se caracteriza pelas dimensões avantajadas e casca muito frouxa chama-se poncã

terça-feira, 15 de julho de 2014

Sem qualquer padrão tático - Errado!

Não se usa o pronome qualquer de forma negativa. Em seu lugar usa-se nenhum ou algum posposto ao substantivo:
-A Seleção não tinha qualquer padrão tático. - Errado
-A Seleção não tinha nenhum padrão tático. - Certo
-A Seleção não tinha padrão tático algum. - Certo

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Dilsonário: probo, ímprobo, réprobo.

Probo: De caráter íntegro; honesto, honrado, reto, justo
Ímprobo: 1.Que não tem probidade; desonesto. 2. Árduo, fatigante, exaustivo
ProbidadeQualidade de probo; integridade de caráter; honradez. 
Réprobo: 1.Condenado, danado. 2.Mau, perverso, malvado.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Aerar o vinho é um erro!

Na Língua Portuguesa não há o verbo aerar, mas há o substantivo aeração, que provém do francês aération. O verbo adequado é arejar, portanto deve-se arejar o vinho

Madrugadas frigidíssimas.

Frigidíssimo é o superlativo de frígido, que significa muito frio, gelado
Em sentido figurado, significa insensível, e na psiquiatria, que não experimenta desejo ou prazer sexual.
Tem o mesmo sentido de friíssimo, que significa muito frio

terça-feira, 1 de julho de 2014

EM PRINCÍPIO, É PRECISO QUE SE AVERIGUE O QUE OCORREU!


            “Em princípio” ou “A princípio”? Essas duas expressões têm sentidos diferentes: esta significa no início, no começo; aquela, em tese, em teoria ou antes de qualquer consideração. Por exemplo, observe as seguintes frases:

- “A princípio, ele me telefonava todas as semanas”, ou seja, no começo ele me telefonava todas as semanas, agora não mais.

- “Em princípio, é preciso que se averigue o que ocorreu”, ou seja, antes de qualquer consideração, é preciso averiguar o que ocorreu.

- “Em princípio, ele é o candidato ideal”, ou seja, em tese, em teoria ele é o candidato ideal.

            Alguém pode perguntar-me o porquê de as expressões terem significados diferentes já que o substantivo é único. A diferença se estabelece em virtude da mudança de preposição. A preposição a indica tempo; em, situação, por isso a diferença.

            Essas duas preposições são muito usadas no dia a dia, inclusive causando confusão. Por exemplo, o adequado é usar a preposição a na indicação de destino, e não a preposição em, utilização muito comum em nosso país, como na seguinte frase:

- Irei a São Paulo nestas férias, e não irei em São Paulo, vou em São Paulo, etc.

            Ocorre, porém, que há outra preposição para a indicação de destino: para. Esta, no entanto, indica mudança definitiva; aquela, ida e volta. Portanto ao dizer “Irei a São Paulo” o sentido é de ida e volta; “Irei para São Paulo”, significa que me mudarei para São Paulo.

            Alguém, novamente, pode perguntar-me: mas, e a frase “Vou para casa” está adequada ou não? Não, não está. Embora a utilizemos no nosso cotidiano, é uma expressão inadequada ao padrão culto da língua. O ‘certo’ é dizer “Vou a casa”, sem crase. Expressão que, certamente, ninguém passará a utilizar por ser estranha ao nosso hábito linguístico. Continue, então, a usar a preposição para, mas quem se submeter a algum concurso, tem de saber a maneira adequada ao português padrão.

            A ausência do sinal indicador de crase é explicada pela falta do artigo a. o substantivo casa não é determinado pelo artigo quando não estiver acompanhado de elemento modificador. Por exemplo, observe as seguintes frases:

- Estou em casa. Sem o artigo por o substantivo casa não estar especificado.
- Estou na casa de Maria. Com o artigo por o substantivo casa estar especificado.

            Só haverá o acento indicador de crase quando houver a preposição a e o substantivo casa estiver especificado. Por exemplo:

- Irei a casa. Sem o artigo, portanto sem crase, por o substantivo casa não estar especificado.
- Irei à casa de Maria. Com o artigo, por o substantivo casa estar especificado, e com a preposição a, pois o verbo ir indica destino, portanto com crase.
  
          Uma pergunta: como se pronuncia o verbo averiguar na frase apresentada?

            Os verbos terminados em –guar e em –quar e o verbo delinquir, com a Reforma Ortográfica, passaram a ter dois modelos de conjugação nas pessoas eu, tu, ele e eles do presente do indicativo e do subjuntivo:

- Com acento e com as vogais finais na mesma sílaba: que eu averígue (a-ve-rí-gue), que tu averígues (a-ve-rí-gues), que ele averígue (a-ve-rí-gue), que eles averíguem (a-ve-rí-guem).


- Sem acento e com as vogais finais em sílabas diferentes: que eu averigue (a-ve-ri-gu-e), que tu averigues (a-ve-ri-gu-es), que ele averigue (a-ve-ri-gu-e), que eles averiguem (a-ve-ri-gu-em).

terça-feira, 24 de junho de 2014

"Foi assistido" é inadequado.

EDUCAR-SE - COLUNA DA FOLHA DE LONDRINA


Um participante de um desses programas televisivos de esportes falou a seguinte frase: "Deve-se respeitar um evento que foi assistido pelo mundo todo!" Muitos já utilizaram frases semelhantes a essa sem perceber que é inadequada ao padrão culto da língua. Vejamos por quê: 

Há verbos que exigem complemento com preposição, e outros, sem ela. Estes são chamados de transitivos diretos; aqueles, de transitivos indiretos. Somente os transitivos diretos admitem voz passiva, na qual o sujeito sofre a ação praticada pelo agente da passiva – antecedido de "por, pelo, pela, pelos ou pelas" ou "de, do, da, dos ou das" – e há a formação de uma locução com o verbo que indica a ação sendo auxiliado pelo verbo ser ou por estar. Os transitivos indiretos não devem ser usados na voz passiva, com algumas exceções, como obedecer, pagar e perdoar. 

Neste texto, já usei dois verbos transitivos diretos na voz passiva: 


1) "...o verbo que indica a ação sendo auxiliado pelo verbo ser ou por estar". A oração está na voz passiva, pois o sujeito (o verbo que indica a ação) sofre a ação praticada pelo agente (o verbo ser ou estar). Na voz ativa, a frase poderia ser assim estruturada: "O verbo ser ou estar auxilia o verbo que indica a ação". 


2) "Os transitivos indiretos não devem ser usados na voz passiva (pelas pessoas)...". A oração está na voz passiva, pois o sujeito (os transitivos diretos) sofre a ação praticada pelo agente (que não aparece na oração, mas poderia ser "as pessoas"). Na voz ativa, a frase poderia ser assim estruturada: "(As pessoas) Não devem usar os transitivos diretos na voz passiva". 

Os transitivos diretos são ou únicos a admitirem a voz passiva porque seu complemento – que será transformado em sujeito – não é encabeçado por uma preposição, e um sujeito jamais será iniciado por uma delas. 

O verbo em questão – assistir no sentido de ver ou presenciar – é transitivo indireto, pois "quem assiste, assiste A algo". Quem, portanto, quiser comunicar-se por meio da gramática padrão, não deverá usar tal verbo na voz passiva, ou seja, ele não deve ser acompanhado do verbo ser jamais. 


Outros dois verbos muito usados na voz passiva inadequadamente são aspirar e visar, ambos significando ter um objetivo, uma meta. Esses, conforme o português padrão, tampouco podem ser acompanhados do verbo ser. 

Observe as seguintes frases: 


"A abertura da Copa do Mundo foi assistida por centenas de milhões de pessoas". Frase inadequada, pois assistir, significando ver, presenciar, não pode ser acompanhado do verbo ser. O adequado é "Centenas de milhões de pessoas assistiram à abertura da Copa do Mundo". 


"Uma vaga em Medicina é aspirada por dezenas de alunos". Inadequada, pois aspirar, significando ter um objetivo, uma meta, não pode ser acompanhado do verbo ser. O adequado é "Dezenas de alunos aspiram a uma vaga em Medicina". 


"Os fins que são visados por ele são nobres". Inadequada, pois visar, significando ter um objetivo, uma meta, não pode ser acompanhado do verbo ser. O adequado é "Os fins a que ele visa são nobres". 


"As leis devem ser obedecidas por todos"; 

"Os pecadores que se arrependem são perdoados por Deus"; 

"Os trabalhadores são pagos no quinto dia útil do mês". 


Frases adequadas, pois obedecer, pagar e perdoar, apesar de serem transitivos indiretos, admitem a voz passiva.

A frase dita pelo participante do programa televisivo deveria, portanto ser assim estruturada: "Deve-se respeitar um evento a que o mundo todo assistiu!" 

www.gramaticaonline.com.br
dilson@catarino.pro.br 


Click Here!

terça-feira, 17 de junho de 2014

O verbo "pedir" e a preposição "para".

EDUCAR-SE - Folha de Londrina


Numa publicação jornalística, havia a seguinte frase: "Felipão pode pedir para Neymar forçar segundo cartão contra o México". Observe, porém, que essa frase foi reescrita de maneira diferente no título de nossa coluna. Por quê? Vejamos a explicação: 

O comportamento sintático do verbo pedir é um pouco diferente do da maioria dos verbos, que admite a redução da oração que funciona como seu complemento ou sujeito. Por exemplo, a banda Legião Urbana, que tanto sucesso fez nas décadas de 80 e 90, cantava "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", que é a redução de "É preciso que se amem as pessoas como se não houvesse amanhã". Houve a retirada da conjunção integrante que e a colocação verbo amar no infinitivo. É o que denominamos de redução de uma oração. 

O verbo pedir só admite essa redução, com a intercalação da preposição para entre pedir e o outro verbo no infinitivo, quando houver subentendida a palavra licença, autorização ou permissão. Em nenhum outro caso deve interpor-se tal preposição entre pedir e a outra oração, que funciona como complemento direto. Por exemplo: "Pedi que retomassem a discussão", e não "Pedi para retomarem a discussão"; "O gerente pediu que seu assessor levasse os documentos até sua mesa", e não "O gerente pediu para que seu assessor levasse os documentos até sua mesa". 

Observe, porém, estas frases: "Pedi para retomar a discussão"; "O assessor pediu para levar os documentos até a mesa do gerente". Essas estão adequadas ao padrão culto, pois há subentendida a palavra licença, autorização ou permissão: "Pedi (licença) para retomar a discussão"; "O assessor pediu (permissão) para levar os documentos até a mesa do gerente". 

Uma frase ficou bastante famosa no Brasil, devido ao filme "Tropa de Elite", em que o Capitão Nascimento falava a seus subordinados: "Pede pra sair!". Adequada, pois ele poderia dizer "Pede autorização para sair!". 

Esse é um assunto um tanto polêmico, pois há gramáticos que já admitem a interposição da preposição entre o verbo pedir e seu complemento. Fazem isso, porém, para aproximar a língua ao falar da população em geral, o que fere as normas da língua padrão. Veja o que dois baluartes da Gramática da Língua Portuguesa dizem sobre isso: 

Napoleão Mendes de Almeida, em seu Dicionário de Questões Vernáculas: "Conquanto haja exemplos que se afastam desse procedimento, quem constrói de acordo com a sintaxe exposta redige rigorosamente bem; construções com o verbo pedir, quando o objeto é oracional, devem ter o que ligado diretamente ao verbo; a interposição da preposição para não se justifica, e os que pretendem defender essa construção recorrem a estratagemas cruciantes para a inteligência". 

Francisco Fernandes em seu Dicionário de Regência Verbal: "A maioria dos gramáticos tacha de viciosa a construção pedir para fazer alguma coisa e somente admite pedir para quando for possível subentender uma das palavras licença, permissão, autorização, vênia, etc. Não obstante, é comum encontrar, em escritores de boa nota, exemplos da construção condenada, como Herculano, Garret, Camilo, Machado".

O fato de encontrar exemplos em textos de grandes escritores não justifica a utilização da expressão como adequada, pois a eles existe a licença poética, que lhes permite desviar-se da norma culta em poesias, contos, romances, etc. Ao jovem vestibulando, àquele que se submeterá a um concurso e aos que se interessam pela comunicação adequada aconselha-se que se siga tão somente a norma padrão. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Assistirei aos jogos.

O verbo assistir, quando significar ver ou presenciar, exige a preposição a. Não admite, porém, o pronome lhe(s): Assistirei a eles

terça-feira, 10 de junho de 2014

VAI HAVER A COPA.

EDUCAR-SE - Coluna da Folha de Londrina. 


VAI HAVER A COPA. 


Uma frase ecoa na maioria das manifestações contra a corrupção e os gastos excessivos as quais ocorrem nas grandes cidades brasileiras: "Não vai ter Copa". É assim que se fala na Língua Portuguesa? Não, apesar de no Português brasileiro ser muito comum; na Europa e na África há dizeres diferentes do que usamos aquém-mar. Vamos à explicação: 


O verbo "ter" tem dezenas de significados – quarenta e cinco, segundo o dicionário Houaiss; nenhum deles, porém, contempla o que a frase "Não vai ter Copa" exprime. Para se usar o verbo "ter", há de haver sujeito, ou seja, "alguém tem de ter algo", como em "O Brasil tem muitos corruptos"; "Os corruptos não têm escrúpulos"; "A Seleção Brasileira tem cinco títulos de campeã mundial". Não é o que ocorre, porém, na frase das manifestações. 


Ao entoar a frase "Não vai ter Copa", o que os manifestantes querem transmitir é o desejo de que a Copa do Mundo não se realize no Brasil. Ou uma ameaça: "Não deixaremos que a Copa do Mundo se realize! " Em ambos os significados, o verbo "ter" seria inadequado. O verbo a ser utilizado tem de ser impessoal, ou seja, não pode haver sujeito nessa frase, ou o sujeito tem de ser "a Copa". 


Para que o sujeito seja "a Copa", deve-se utilizar um destes verbos: "existir": "A Copa não vai existir"; "acontecer": "A Copa não vai acontecer"; "realizar-se": "A Copa não vai realizar-se"; "ocorrer": "A Copa não vai ocorrer". O verbo "ter", porém, não pode ser utilizado, pois não há o sentido de "alguém ter a Copa". Não há a indicação de posse nessa frase. 


Para que não haja sujeito e "a Copa" seja complemento verbal, o verbo a ser utilizado tem de ser "haver", que será impessoal quando significar "existir, acontecer, ocorrer, suceder, realizar-se" ou quando indicar tempo decorrido. Por exemplo: "Houve (= existir) casos de corrupção"; "Haverá (= acontecer) a Copa"; "Há (tempo decorrido) dez dias ele partiu". 


"Não vai haver a Copa". Essa é a frase adequada ao Português culto, à língua-padrão. Se quiser deixar a frase mais elegante, basta substituir a locução verbal "vai haver" pelo verbo no futuro do presente: Não haverá a Copa. O ideal, porém, é retirar a negação já que a Copa se realizará: "Vai haver a Copa". 


No Brasil houve a Copa do Mundo de 1950 e, agora, a de 2014. Passaremos a dizer, portanto, que "Houve duas Copas do Mundo no Brasil", com o verbo "haver" no singular, pois ele é impessoal ao significar "ocorrer", e todo verbo impessoal deve ser conjugado sempre na terceira pessoa do singular. Veja outros exemplos: "Havia centenas de milhares de manifestantes"; "Haverá muitas manifestações ainda"; "Muitos conflitos houve durante as manifestações". 


Caso se use um verbo que exija sujeito, aquele deve concordar com este: "Ocorreram duas Copas do Mundo no Brasil"; "Existiam centenas de milhares de manifestantes"; "Acontecerão muitas manifestações ainda"; "Muitos conflitos sucederam durante as manifestações". 


Outro ponto a se observar é o uso do artigo diante do substantivo "Copa". Na frase entoada nas manifestações, omitiu-se o artigo, mas o adequado é que ele seja usado, pois trata-se de uma Copa específica – a que ocorrerá no Brasil em 2014. Se fosse substantivo genérico, não haveria o artigo. Por exemplo, se a Copa não se realizasse no Brasil e alguém dissesse que jamais seria realizada aqui, a frase poderia ser "Jamais haverá Copa do Mundo aqui", sem artigo por ser genérico. 


(Prof. Dilson Catarino)

dilsoncatarino@gmail.com

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vai haver Copa!

O verbo ter só é usado com sujeito: alguém tem algo. No sentido de existir, acontecer, ocorrer, suceder, usa-se haver: Vai haver Copa!

domingo, 18 de maio de 2014

A Seleção é penta; Ronaldo é bi.

Alguns veículos de comunicação tratam os jogadores como "tetra" ou "penta", por terem participado daquelas campanhas específicas. Ninguém é penta; só Zagalo é tetra; Ronaldo é bi. 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Custou a mim entender aquilo.

Com o verbo custar, no sentido de ser difícil, a pessoa é representada por mim, ti, ele(a), nós, vós, eles(as) antecedidos da preposição a

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Hoje são dois de maio.

Na indicação de datas, o verbo ser tanto pode ficar no singular quanto concordar com o numeral: "Hoje é / são dois de maio."; "Era / Eram dez de abril."; "Amanhã será / serão três de maio".

sábado, 19 de abril de 2014

Paz coa família!

A preposição "com" e os artigos "a" e "as" podem aglutinar-se, formando "coa" = "com a" e "coas" = "com as", como na frase apresentada: "Paz com a família" = "Paz coa família". 

terça-feira, 8 de abril de 2014

"Tsunami" não tem acento.

As paroxítonas terminadas em "i" são acentuadas, seguidas ou não de "s": táxi, júri, biquíni, tênis. "Tsunami", por ser palavra japonesa, não é acentuada. "Maremoto" é a palavra equivalente na Língua Portuguesa.  

quarta-feira, 2 de abril de 2014

A mulher foi o pivô do crime.

O substantivo pivô - principal agente - é masculino (o pivô), seja usado a homem ou a mulher. O mesmo ocorre com ídolo, cônjuge, modelo, camelô e  carrasco

sexta-feira, 28 de março de 2014

Gostei d'Os Lusíadas.

A Reforma Ortográfica apresenta duas escritas em nomes de publicações iniciados por artigo: com ou sem apóstrofo: "Gostei d'Os Lusíadas" ou "Gostei de Os Lusíadas

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Desmitificar x Desmistificar

Desmitificar: Interromper a conversão de um mito (pessoa ou fato super-apreciado; ideia falsa; representação de um estádio ideal da humanidade). 
- "Desmitificar Che Guevara";
- "Desmitificar dietas milagrosas";
- "Desmitificar a Idade do Ouro"
Desmistificar: Livrar de um engano, de um abuso de credulidade. 
- "Desmistificar os discursos políticos"

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Sujeito oculto

Há três tipos de sujeito oculto:
1) Perguntando-se ao verbo quem é o sujeito e obtendo-se como resposta, sem surgir na oração, eu, tu, ele, nós e vós. 
2) Quando o sujeito do verbo não surgir na oração e for o mesmo de alguma oração anterior. 
3) Com verbo no imperativo (ordem, pedido, conselho, apelo), menos com "Basta de" e "Chega de", que não têm sujeito. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ele vive à custa do sogro.

Usa-se "à custa de" só no singular, no sentido de "com esforço": "...à custa de muito trabalho"; "com força ou poder": "...à custa de discussão"; "recursos": "...à custa do sogro" = "...a (ou às) expensas do sogro".

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Essa lei ainda vige no Brasil?

O verbo viger - estar em vigor, ser vigente - só se conjuga com e ou i depois do g: vige, vigem, vigia, vigiam, vigeu, vigeram. Não há vijo, vijam, etc. 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Divirjo de sua opinião, mas respeito-a.

Divergir (estar em desarmonia), convergir (ir para o mesmo ponto) e aspergir (borrifar) têm conjugação semelhante à de preferir: prefiro, divirjo, convirjo, aspirjo. 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Agradeço-lhe o que vivemos juntos, Teté.

"Agradecer" exige a preposição "a" diante da pessoa: "Agradecer algo a alguém". Ou se substitui a pessoa por "lhe". Não se usa "por" diante da coisa agradecida. 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

4 coisas se compram.

"Comprar" é um verbo ativo. Se o sujeito sofrer a ação de "comprar", tem de se usar "se" ou "ser + -ado/-ido": "4 coisas se compram = compram-se 4 coisas = 4 coisas são compradas".

sexta-feira, 1 de novembro de 2013












Um breve estudo sobre adjetivos.


O adjetivo é simples quando formado por apenas um radical; composto, por dois.

O adjetivo é primitivo quando não provém de outra palavra da Língua Portuguesa; derivado, quando provém.

Por exemplo, o adjetivo nova é simples e primitivo; o adjetivo amigável é simples e derivado, pois provém de “amigo”; o adjetivo óbvio é simples e primitivo.

 

Quando o adjetivo é empregado de forma a enaltecer a qualidade, diz-se que é usado no grau superlativo absoluto. Se houver duas palavras, superlativo absoluto analítico; se houver uma, superlativo absoluto sintético. Por exemplo, o adjetivo “novo” no superlativo absoluto analítico é “muito novo”, “novo demais”; no superlativo absoluto sintético, “novíssimo”.

 

O adjetivo composto concorda com o substantivo em gênero e número, mas somente o último elemento variará; os demais ficarão na forma masculina, singular. Por exemplo: “Faixas verde-escuras; divergências político-religiosas.

Alguns adjetivos compostos são invariáveis: os que têm como segundo elemento um substantivo, como em “olhos verde-mar”, “fantasias amarelo-ouro”, “rodas-gigantes cor-de-rosa”, e os adjetivos compostos “azul-marinho e azul-celeste”.

Outros adjetivos compostos variam nos dois elementos. É o que ocorre com “surdo-mudo” e com “pele-vermelha”: “crianças surdas-mudas”; “índios peles-vermelhas”.

 

É chamado de superlativo relativo de superioridade o uso do adjetivo com as expressões “o mais, a mais” e de superlativo relativo de inferioridade com as expressões “o menos, a menos”.

Arcadismo ou Neoclassicismo

O nome Arcadismo se refere à Arcádia, região pastoril do Peloponeso, na Grécia. O nome Arcádia provém de Arcas, filho de Zeus.
Poeticamente, Arcádia seria um país imaginário, onde reinaria a felicidade e a simplicidade e onde haveria um modo de vida natural, não corrompido pela sociedade, habitado por pastores em comunhão com a natureza.  Os artistas da época tinham-no como o próprio paraíso.

A principal característica desse movimento literário é a exaltação da natureza e de tudo que lhe diz respeito. Os poetas adotavam pseudônimos pastoris, de pastores gregos e latinos  (fingimento poético). É o mito do homem natural em oposição ao homem corrompido pela sociedade (O bom selvagem, de Jean-Jaques Rousseau).

Contexto histórico-social

1- Ascensão da burguesia e queda da nobreza;
2- Valorização da ciência e do espírito racionalista;
3- Enciclopedismo - Voltaire, Diderot, D'Alembert, Montesquieu.
4- Revolução Industrial;
5- Independência dos EUA;
6- Revolução Francesa;
7- Inconfidência Mineira e revolta em muitas colônias americanas.

Características do Arcadismo

1- Retomada dos modelos clássicos da Antiguidade;
2- Fingimento poético: usode pseudônimos pastoris. É mais um estado de espírito, uma posição político-ideológica.
3- Presença da mitologia pagã e uso de frases latinas;
4- Inutilia truncat - cortar o inútil: Literatura mais simples, em oposição aos exageros barrocos;
5- aurea mediocritas - mediocridade áurea: Valorização das coisas cotidianas
6- Fugere urbem - fugir da cidade: Valorização do meio campestre.
7- Locus amoenus - refúgio ameno: Valorizacão de uma vida simples, bucólica (referente à natureza), pastoril;
8- Carpe diem - aproveite o momento: Valorização do momento presente;

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O crime do Padre Amaro.

Para ver o estudo sobre o livro O crime do Padre Amaro clique aqui.

Verbos e vozes verbais



Transposição de vozes verbais:

Diz-se que a oração está na voz ativa, quando o sujeito pratica a ação verbal, e na passiva, quando a sofre. Por exemplo, em “O funcionário reviu o processo”, a oração está na ativa, pois o sujeito “o funcionário” praticou a ação de rever o processo; em “O processo foi revisto pelo funcionário, na voz passiva, pois o sujeito “o processo” sofre a ação.
A transposição de uma voz a outra é bem simples: Para passar da ativa para a passiva, acrescenta-se o verbo “ser”, mantendo-se o mesmo tempo e modo do verbo da voz ativa e põe-se o termo que sofre a ação como sujeito. Na frase apresentada, o verbo “rever” está conjugado no pretérito perfeito do indicativo; o verbo “ser”, então, tem de estar também no pretérito perfeito: “foi”. Para passar da passiva para a ativa, faz-se o contrário: retira-se o verbo “ser”, mantendo-se o outro verbo no mesmo tempo e modo, e põe-se o termo que pratica a ação como sujeito.
A frase “Dois funcionários devem rever o processo” está na voz ativa, pois o sujeito “dois funcionários” pratica a ação verbal. Para passar para a passiva, acrescenta-se o verbo “ser”, mantendo-se o mesmo tempo e modo, e põe “o processo” como sujeito: “O processo deve ser revisto pelos dois funcionários”.
A frase “Os ensaios estão sendo traduzidos por uma equipe de profissionais muito competentes” está na voz passiva, pois o sujeito “o processo” sofre a ação verbal. Para passar para a voz ativa, retira-se o verbo “ser”, mantendo-se o mesmo tempo e modo, e põe-se “uma equipe de profissionais muito competentes” como sujeito: “Uma equipe de profissionais muito competentes está traduzindo os ensaios”.

Verbos derivados de ter, pôr, vir e ver:

Um verbo é derivado de outro quando mantém as mesmas características estruturais deste. Por exemplo, será derivado de “ter” todo verbo que for terminado em “tenho” na primeira pessoa do singular do presente do indicativo. De “pôr” o que for terminado em “ponho”. De “vir”, terminado em “venho”. De “ver”, em “vejo”. Todas as pessoas do verbo derivado têm conjugação idêntica à do primitivo. Veja estes exemplos:
Manter: eu mantenho, então ele manteve, nós mantivemos, eles mantiveram, se nós mantivéssemos, quando ela mantiver, ele mantém, eles mantêm.
Propor: eu proponho, então ele propôs, nós propusemos, eles propuseram, se nós propuséssemos, quando ela propuser, ele propõe, eles propõem.
Intervir: eu intervenho, então ele interveio, nós interviemos, eles intervieram, se nós interviéssemos, quando ela intervier, ele intervém, eles intervêm.
Prever: eu prevejo, então ele previu, nós previmos, eles previram, se nós prevíssemos, quando ela previr, ele prevê, eles preveem.
O verbo “prover”, cujo significado é “abastecer”, porém, apesar de a primeira pessoa do singular do presente do indicativo ser conjugada eu provejo, os demais tempos não seguiram a conjugação do verbo “ver”, e sim de qualquer outro terminado em “er”, como escrever: ele proveu, nós provemos, eles proveram, se nós provêssemos, quando ela prover.
O verbo “precaver” é mais ‘estranho’ ainda: no presente do indicativo só há a conjugação das pessoas “nós” e “vós”: nós nos precavemos, vós vos precaveis. No presente do subjuntivo, nenhuma pessoa é conjugada. Nos demais tempos, todas as pessoas são conjugadas como “escrever”: ele se precaveu, nós nos precavemos, eles se precaveram, se nós nos precavêssemos, quando ela se precaver.


Correlações entre alguns tempos verbais:

Alguns tempos verbais “andam juntos”. Por exemplo, quando se usar um verbo no presente do indicativo acompanhado da conjunção integrante “que”, o próximo verbo deverá ser conjugado no presente do subjuntivo. Por exemplo: ‘Espero que ele proponha um acordo”; “É preciso que o Governo mantenha a política salarial”; “É necessário que a polícia intervenha”.
O futuro do presente muitas vezes “anda junto” do futuro do subjuntivo: “Quando você for, eu também irei”; “Se todos se mantiverem calmos, eu também me manterei”.
O futuro do pretérito “anda junto” do pretérito imperfeito do subjuntivo: “Se você fosse, eu também iria”; “Se todos se mantivessem calmos, eu também me manteria”.