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sábado, 3 de maio de 2008

Maxivest I (de 88 a 110)

88- Em uma das frases, o artigo definido está empregado erradamente. Em qual?

  • A velha Roma está sendo modernizada.
  • A "Paraíba" é uma bela fragata.
  • Não reconheço agora a Lisboa do meu tempo.
  • O gato escaldado tem medo de água fria.
  • O Havre é um porto de muito movimento.

Se o nome de cidade estiver modificado, especificado, o uso do artigo é obrigatório. Ex.: A velha Roma; a Lisboa do meu tempo. Paraíba é nome de uma embarcação e Havre, de um porto; com artigo. Gato escaldado, com artigo, especifica, mas a frase é genérica: todos os gatos escaldados têm medo de água fria; sem artigo, portanto.


 

89- O item em que a locução adjetiva não corresponde ao adjetivo dado é:

  • Hibernal – de inverno
  • Filatélico – de folhas
  • Discente – de aluno
  • Docente – do professor
  • Onírico – de sonho

Filatélico: referente à filatelia = hábito e gosto de colecionar selos.


 

90- Na oração "Certos amigos não chegaram a ser jamais amigos certos", o termo destacado é sucessivamente:

  • Adjetivo e pronome
  • Pronome adjetivo e adjetivo
  • Pronome substantivo e pronome adjetivo
  • Pronome adjetivo e pronome indefinido
  • Adjetivo anteposto e adjetivo posposto

A classe gramatical a que pertence certo depende da posição em que ele se encontra na frase:

Antes do substantivo: certo é pronome indefinido;

Depois do substantivo: certo é adjetivo.

Os pronomes podem ser pronomes substantivos e pronomes adjetivos. Serão pronomes substantivos quando substituírem um substantivo. Serão pronomes adjetivos quando acompanharem um substantivo. Por exemplo:

Ele encontrou meu livro: Ele é pronome substantivo, pois substitui um substantivo. Meu é pronome adjetivo, pois acompanha o substantivo livro.

O pronome indefinido certo sempre será pronome adjetivo, pois acompanha um substantivo.

A frase "Certos amigos não chegaram a ser jamais amigos certos" tem, em certos amigos, um pronome indefinido adjetivo e, em amigos certos, um adjetivo.


 

91- "... foram intimados a comparecer..."; "... não a fizeram..."; "... a sua oração...". As três ocorrências do a são, respectivamente:

  • Preposição, pronome e preposição
  • Artigo, artigo e preposição
  • Pronome, artigo e preposição
  • Preposição, pronome e artigo
  • Artigo, pronome e pronome

Os vocábulos o, a, os, as podem pertencer às seguintes classes gramaticais:

Artigo: quando antecederem um substantivo: o homem; a mulher; os homens; as mulheres.

Pronome pessoal oblíquo átono: quando funcionarem como objeto direto, substituindo ele, ela, eles, elas: Comprei-o; comprei-a; comprei-os, comprei-as.

Pronome demonstrativo: quando substituírem este(s), esse(s), aquele(s), esta(s), essa(s), aquela(s), isso: Não entendi o que ele disse = Não entendi aquilo que ele disse. A que me contou a história foi a esposa de João = Aquela que me contou...

Preposição: O a será preposição quando for exigida por verbo, substantivo, adjetivo ou advérbio para estes se ligarem com outros elementos: Obedecer a algo; obediência a algo; ele é obediente a algo; agiu obedientemente a algo.

Na frase apresentada há o seguinte:

"... foram intimados a comparecer...": O a é preposição exigida por intimados: quem é intimado, é intimado a fazer algo.

"... não a fizeram...": O a é pronome pessoal oblíquo, pois substitui ela

"... a sua oração...": O a é artigo, pois antecede o substantivo oração.


 

92- Assinale a opção em que o termo em destaque, quando posposto ao substantivo, muda de significado e passa a pertencer a outra classe de palavras:

  • Complicada solução
  • Inapreciável valor
  • Extraordinária capacidade
  • Certos lugares
  • Engenhosos métodos

O termo que muda de significado e passa a pertencer a outra classe de palavras quando posposto ao substantivo é certo: passa de pronome adjetivo indefinido a adjetivo.


 

93- "...levaram a adotar"; "a sua morte..."; "... não a pôs...". As três ocorrências do a são, respectivamente:

  • Preposição, pronome e preposição
  • Pronome, artigo e preposição
  • Preposição, artigo e pronome
  • Artigo, artigo e preposição
  • Artigo, pronome e pronome

Os vocábulos o, a, os, as podem pertencer às seguintes classes gramaticais:

Artigo: quando antecederem um substantivo: o homem; a mulher; os homens; as mulheres.

Pronome pessoal oblíquo átono: quando funcionarem como objeto direto, substituindo ele, ela, eles, elas: Comprei-o; comprei-a; comprei-os, comprei-as.

Pronome demonstrativo: quando substituírem este(s), esse(s), aquele(s), esta(s), essa(s), aquela(s), isso: Não entendi o que ele disse = Não entendi aquilo que ele disse. A que me contou a história foi a esposa de João = Aquela que me contou...

Preposição: O a será preposição quando for exigida por verbo, substantivo, adjetivo ou advérbio para estes se ligarem com outros elementos: Obedecer a algo; obediência a algo; ele é obediente a algo; agiu obedientemente a algo.

Na frase apresentada há o seguinte:

"...levaram a adotar": O a é preposição exigida pelo verbo levar: levar alguém a fazer algo

"a sua morte...": O a é artigo, pois antecede o substantivo morte.

"... não a pôs...": O a é pronome pessoal oblíquo, pois substitui ela


 

94- Assinale a alternativa em que é incorreta a correspondência entre o adjetivo e a locução adjetiva equivalente:

  • Investimento de vulto: investimento vultuoso
  • Azul do céu: azul celeste
  • Calor de verão: calor estival
  • Ilha de gelo: ilha glacial
  • Empréstimo com usura: empréstimo usurário

Vultuoso: diz-se do aspecto da face quando está vermelha e inchada, e com os olhos salientes.

Vultoso: que faz vulto, volumoso, importante.

A primeira frase está, portanto, inadequada. O certo é investimento vultoso.


 

95- Assinale o par de vocábulos que formam o plural como órfão e mata-burro, respectivamente:

  • Cristão / guarda-roupa
  • Questão / abaixo-assinado
  • Alemão / beija-flor
  • Tabelião / sexta-feira
  • Cidadão / salário-família

Alguns substantivos terminados em -ão que se pluralizam em –ãos: cristão, cidadão, artesão, pagãos. Todas as paroxítonas terminadas em –ão se pluralizam em –ãos: bênçãos, órgãos, órfãos, acórdãos, sótãos.

Alguns substantivos terminados em –ão que se pluralizam em –ães: tabeliães, escrivães, sacristães, capelães, alemães, capitães.

Alguns substantivos terminados em –ão que se pluralizam em –ões: questões, tubarões, eleições. Todos os aumentativos se pluralizam em –ões.

Substantivos compostos:

Verbo + substantivo: só o substantivo se pluraliza: mata-burros, guarda-roupas, beija-flores

Advérbio + adjetivo: só o adjetivo se pluraliza: abaixo-assinados

Numeral + substantivo: ambos se pluralizam: sextas-feiras

Substantivo + substantivo: ambos se pluralizam, a não ser que o segundo indique tipo ou finalidade do primeiro. Nesse caso, só o primeiro se pluraliza: salários-família, apesar de haver gramáticas e dicionários que pluralizam os dois: salários-famílias


 


 

96- Relativamente à concordância dos adjetivos compostos indicativos de cor, uma, dentre as seguintes, está errada:

  • Saia amarelo-ouro
  • Papel amarelo-ouro
  • Caixa-vermelho-sangue
  • Caixa vermelha-sangue
  • Caixas vermelho-sangue

Somente o último elemento do adjetivo composto concorda com o substantivo: saia amarelo-clara; saias amarelo-claras. Se, porém, um dos elementos for representado por um substantivo, ambos ficam invariáveis: caixa vermelho-sangue; caixas vermelho-sangue. São invariáveis também os seguintes adjetivos compostos: azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo indiciado por cor-de-...


 

97- Indique a frase correta:

  • Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes.
  • Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas.
  • O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra.
  • Godofredo almoçou duas couves-flor.
  • Alfredo e Radagásio são dois gentil homens.

Verbo + verbo com sentidos opostos: invariável: os leva-e-traz. Repetidos: ambos se pluralizam: piscas-piscas. Há gramáticas, porém, que admitem somente o último pluralizado: pisca-piscas

Verbo + substantivo: só o substantivo se pluraliza: espalha-brasas

Substantivo + preposição + substantivo: só o primeiro substantivo se pluraliza: pés-de-cabra

Substantivo + substantivo: ambos se pluralizam: couves-flores, a não ser que o segundo indique tipo ou finalidade do primeiro. Nesse caso, só o primeiro se pluraliza: salários-família, apesar de haver gramáticas e dicionários que pluralizam os dois: salários-famílias

Adjetivo + substantivo: ambos se pluralizam: gentis-homens


 

98- Está mal flexiona o adjetivo na alternativa:

  • Tecidos verde-olivas
  • Festas cívico-religiosas
  • Guardas-noturnos luso-brasileiros
  • Ternos azul-marinho
  • Vários porta-estandartes

Somente o último elemento do adjetivo composto concorda com o substantivo: festas cívico-religiosas, guardas-noturnos luso-brasileiros. Se, porém, um dos elementos for representado por um substantivo, ambos ficam invariáveis: tecidos verde-oliva. São invariáveis também os seguintes adjetivos compostos: azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo indiciado por cor-de-...


 

99- Na sentença "Há frases que contêm mais beleza do que verdade" temos grau:

  • Comparativo de superioridade
  • Superlativo absoluto sintético
  • Comparativo de igualdade
  • Superlativo relativo
  • Superlativo por meio de acréscimo de sufixo

Há três graus comparativos:

De igualdade: tanto... quanto, tão... como.

De superioridade: mais ... que, mais ... do que

De inferioridade: menos ... que, menos ... do que

Há dois graus superlativos:

Absoluto: que pode ser sintético – por meio de sufixo (-íssimo, -ílimo, -érrimo) ou por advérbio (muito). Ex.: Ele é inteligentíssimo. Ele é muito inteligente

Relativo: que pode ser de inferioridade: o menos ou de superioridade: o mais. Ex.: Ele é o menos inteligente. Ele é o mais inteligente.

Na frase "Há frases que contêm mais beleza do que verdade" temos grau comparativo de superioridade.


 

100- Aponte a alternativa em que haja erro quanto à flexão do nome composto:

  • Vice-presidentes, amores-perfeitos, os bota-fora
  • Tico-ticos, salários-família, obras-primas
  • Reco-recos, sextas-feiras, sempre-vivas
  • Pseudo-esferas, chefes-de-seção, pães-de-ló
  • Pisca-piscas, cartões-postais, mulas-sem-cabeças

Substantivos compostos:

Palavra invariável + substantivo ou adjetivo: só o substantivo ou o adjetivo se pluraliza: vice-presidentes, pseudo-esferas, sempre-vivas.

Substantivo + substantivo: ambos se pluralizam, a não ser que o segundo indique tipo ou finalidade do primeiro. Nesse caso, só o primeiro se pluraliza: salários-família, apesar de haver gramáticas e dicionários que pluralizam os dois: salários-famílias.

Substantivo + adjetivo: ambos se pluralizam: amores-perfeitos, obras-primas, cartões-postais.

Numeral + substantivo: ambos variam: sextas-feiras.

Substantivo + preposição + substantivo: só o primeiro substantivo se pluraliza: chefes-de-seção, pães-de-ló, mulas-sem-cabeça.

Verbo + verbo com sentidos opostos: invariável: os leva-e-traz. Repetidos: ambos se pluralizam: piscas-piscas. Há gramáticas, porém, que admitem somente o último pluralizado: pisca-piscas.

Palavras repetidas (menos verbo) ou onomatopéia: só o último elemento se pluraliza: tico-ticos, reco-recos.


 

101- Nas frases

  • O cônjuge se aproximou.
  • O servente veio atender-nos.
  • O gerente chegou cedo.

Onde não está claro se é homem ou mulher?

Não está claro se é homem ou mulher apenas na primeira frase, pois cônjuge é substantivo masculino, tanto para homem quanto para mulher. Já servente e gerente são comum de dois gêneros, ou seja, o artigo indica o gênero: o servente, a servente, o gerente, a gerente.


 

102- Em qual das alternativas colocaríamos o artigo definido feminino para todos os substantivos?

  • Sósia – doente – lança-perfume
  • Dó – telefonema – diabetes
  • Clã – eclipse – pijama
  • Cal – elipse – dinamite
  • Champanha – criança – estudante

São masculinos:

O lança-perfume

O dó

O telefonema

O clã

O eclipse

O pijama

O champanha

São femininos:

A criança

A cal

A elipse

A dinamite

São substantivos de dois gêneros:

O sósia, a sósia

O doente, a doente

O diabetes, a diabetes

O estudante, a estudante


 

103- Qual o superlativo de nobre, pobre, doce, amável, sagrado?

Nobre: nobilíssimo ou nobríssimo

Pobre: paupérrimo ou pobríssimo

Doce: dulcíssimo ou docíssimo

Amável: amabilíssimo

Sagrado: sacratíssimo


 

104- O plural de vice-rei, porta-estandarte, navio-escola e baixo-relevo é:

vice-rei: vice-reis, pois vice é palavra invariável.

porta-estandarte: porta-estandarte, pois porta é verbo, e estandarte, substantivo.

navio-escola: navios-escola, pois o segundo elemento é indica a finalidade do primeiro. Há gramáticas e dicionários que admitem ambos no plural: navios-escolas

baixo-relevo: baixos-relevos, pois baixo é adjetivo, e relevo, substantivo.


 

105- Especifique o que estiver totalmente correto quanto ao grau:

  • Cruíssimo é o grau superlativo de cruel e de cru.
  • Muitas vezes o diminutivo tem valor depreciativo: mãezinha, papelucho, rapazelho, casulo, camisola.
  • Deixaram de ter valor de grau aumentativo ou diminutivo: portão, cordel, cafezinho, mocinho, pequenininho.
  • Em linguagem precisa são aceitáveis as expressões mais paralelo que, mais oval, redondíssimo.
  • Em todas as alternativas há erro.

Cruíssimo: é o superlativo de cru. O de cruel é crudelíssimo ou cruelíssimo.

Muitos diminutivos têm valor depreciativo. Por exemplo: professorzinho. Nenhum dos apresentados, porém, tem esse valor.

Portão, cordel, cafezinho e mocinho deixaram de ter valor de aumentativo ou de diminutivo, mas pequenininho, não.

As expressões apresentadas não são aceitáveis em linguagem precisa.

Em todas as alternativas, portanto, há erro.


 

106- Adjetivo no grau superlativo relativo ocorre em:

  • Acrescento que nada mais bonito existe do que um barco a vela.
  • E havia também as casas dos pobres do outro lado, construções muito admiráveis no ar.
  • O milagre da pobreza é sempre o mais novo e o mais cálido de todos os milagres.
  • O maior barco a vela seguia o caminho invisível do vento.
  • O domingo se aquietara quando passou zunindo um automóvel vermelho.

Há dois graus superlativos:

Absoluto: que pode ser sintético – por meio de sufixo (-íssimo, -ílimo, -érrimo) ou por advérbio (muito). Ex.: Ele é inteligentíssimo. Ele é muito inteligente

Relativo: que pode ser de inferioridade: o menos ou de superioridade: o mais. Ex.: Ele é o menos inteligente. Ele é o mais inteligente.

Há, portanto, superlativo relativo em Acrescento que nada mais bonito existe do que um barco a vela.


 

107- Os plurais álcoois, caracteres e anões respectivamente de álcool, caráter e anão são certos?

Álcool: apesar de os livros de gramática registraram alcoóis como o plural certo, o dicionário Aurélio registra álcoois.

Caráter: caracteres

Anão: anãos e anões


 

108- Uso de adjetivos:

  • Redação sem mácula: redação ________________
  • Argumento sem defesa: argumento _________________
  • Casa não habitada: casa ______________________
  • Amigo sem habilidade: amigo ___________________

Sem mácula: imaculada

Sem defesa: indefensável

Casa não habitada: inabitada

Amigo sem habilidade: inábil


 

109- Assinale a opção em que ambos os termos não admitem flexão de gênero:

  • Inglesa pálida
  • Jovem leitor
  • Alguns mestres
  • Semelhante criatura
  • Moça ideal

Inglesa pálida – inglês pálido

Jovem leitor – jovem leitora

Alguns mestres – algumas mestras

Semelhante criatura – semelhante criatura

Moça ideal – moço ideal


 

110- Em qual alternativa uma palavra apresenta erro de flexão?

  • Portas-bandeira, mapas-múndi
  • Salvos-condutos, papéis-moeda
  • Salários-família, vice-diretores
  • Guarda-civis, afro-brasileiros
  • Mãos-de-obra, obras-primas

Há duas palavras com erro de flexão: portas-bandeira
e guarda-civis. O adequado é porta-bandeiras e guardas-civis.


 

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Maxivest I (de 40 a 50)

40- A (pesquisa / pesquiza) a ser desenvolvida visava à (consecução / consecussão) de objetivos bastante (pretenciosos / pretensiosos).

Pesquisa: Com S. Raras são as palavras na língua portuguesa terminadas em –isa que não se escrevem com S. Veja as poucas escritas com Z: baliza, coriza, ojeriza.

Consecução: Ato ou efeito de conseguir, obtenção; ou ainda sucessão, encadeamento. Tem relação com consecutivo. As palavras que mantêm relação com outras terminadas em –tivo escrevem-se com Ç.

Pretensiosos: provém de pretender. As palavras derivadas de verbos terminados em –nder escrevem-se com S: pretensão. Todas as palavras na Língua Portuguesa terminadas em –oso e –osa escrevem-se com S, com exceção de gozo.

A frase certa, portanto, é a seguinte:

A pesquisa a ser desenvolvida visava à consecução de objetivos bastante pretensiosos.


 

41- Assinale a lista em que não há erro de grafia:

  • Espontâneo, catorze, alisar, prazeirosamente

O certo é prazerosamente, advérbio derivado do adjetivo prazeroso, aquilo que proporciona prazer. Tanto pode ser catorze quanto quatorze.

  • Obsessão, obsceno, deslisar, sacerdotisa

O certo é deslizar.

  • Cansaço, atraso, tocha, pajem

Não há erro algum.

  • Angar, ombro, harém, hexágono

O certo é hangar = abrigo para aviões. A pronúncia de hexágono é ezágono.

  • Exaurir, desonra, hesitar, rehaver

O certo é reaver.


 

42- A solidão é um retiro de (descanso / descanço), mas ninguém vive sempre em trégua, (tampouco / tão pouco) só, (esceto / exceto) o preguiçoso, eternamente em repouso.

Descanso: deriva do verbo descansar, que deriva de cansar.

Tampouco: significa também não ou muito menos

Exceto: desta palavra deriva exceção.

A frase certa é a seguinte:

A solidão é um retiro de descanso, mas ninguém vive sempre em trégua, tampouco só, exceto o preguiçoso, eternamente em repouso.


 

43- Assinale a lista em que não há erro de grafia:

  • Tecer, vazar, aborígene, tecitura, maisena

O certo é tessitura. Tanto pode ser aborígene quanto aborígine. Apesar de o nome comercial ser grafado com Z, maisena se escreve com S; é a junção de mais, que significa milho graúdo com –ena, sufixo que indica numeral coletivo

  • Rigidez, garage, dissenção, rigeza, cafuzo

O certo é rijeza, substantivo abstrato que indica a qualidade de rijo, duro. O certo é dissensão.Tanto pode ser garage quanto garagem

  • Minissaia, paralisar, extravasar, abscissa, co-seno

Não há erro algum. Os substantivos iniciados por mini-, midi-, maxi- e os que indicam quantidade terminados em i (uni-, bi-, tri-, pluri-) são usados sem hífen; quando a palavra seguinte se iniciar por r ou por s, essas letras se duplicam: minissaia, minirrelógio. O verbo paralisar é derivado de paralisia. Extravasar é a junção dos seguintes morfemas: extra + vaso + ar, cujo significado é transbordar.

  • Abscesso, rechaçar, indu, soçobrar, coalizão

O certo é hindu. Soçobrar significa naufragar. Coalizão = acordo político.

  • Lambujem, advinhar, atarraxar, bússola, usofruto

O certo é adivinhar e usufruto. Os substantivos terminados em –gem escrevem-se com G, com exceção de lambujem e pajem.


 

44- Grafia adequada:

  • As crianças vão (mal / mau) de saúde.

Mal é o antônimo de bem; ambos são advérbios. Mau é o antônimo de bom; ambos são adjetivos. As crianças não vão bem de saúde, portanto elas vão mal de saúde.

  • Quebrou-se o (salto / sauto) do sapato.

Não existe a palavra sauto. Somente salto

  • Coloque uma pá de (cal / cau) na massa.

Não existe a palavra cau. Somente cal.

  • Não (autenticou / altenticou) a fotocópia.

Não existe o verbo altenticar. Somente autenticar.

  • Entornou a (cauda / calda) do doce.

Cauda é sinônimo de rabo. Calda é líquido espesso e viscoso obtido da fervura de água com açúcar.


 

45- Durante a (cessão / sessão / seção) solene era (fragrante / flagrante) o desinteresse do mestre diante da (incipiência / insipiência) demonstrada pelo político.

Cessão: ato de ceder.

Seção: repartição, setor, subdivisão, ato de seccionar, cortar.

Sessão: reunião; espaço de tempo em que se realiza determinada atividade.

Flagrante: no ato do acontecimento; evidente.

Fragrante: cheiroso, perfumado; que exala fragrância

Incipiência: estado de incipiente = o que inicia.

Insipiência: estado de insipiente = o que ignora.

A frase certa, então, é a seguinte:

Durante a sessão solene era flagrante o desinteresse do mestre diante da insipiência demonstrada pelo político.


 

46- e ou i? o ou u?

  • Destilar ou distilar?

Destilar.

  • Privilégio ou previlégio?

Privilégio.

  • Criação ou creação?

Criação.

  • Desenteria ou disenteria ou desinteria?

Disenteria. Formado pelos seguintes morfemas: dis- = perturbação, distúrbio + -enter- = intestino + -ia = sufixo formador de substantivo abstrato

  • Quase ou quasi?

Quase.

  • Impecilho ou empecilho ou impecílio ou empecílio?

Empecilho. Deriva do verbo empecer.

  • Candeeiro ou candieiro?

Candeeiro.

  • Crânio ou crâneo?

Crânio.

  • Capueira ou capoeira?

Capoeira.

  • Guela ou goela?

Goela.

  • Bueiro ou boeiro?

Bueiro.

  • Bulir ou bolir?

Bulir = mover, agitar.

  • Tábua ou taboa?

Tábua.

  • Jaboticaba ou jabuticaba?

Jabuticaba.

  • Chuvisco ou chovisco?

Chuvisco.

  • Buliçoso ou boliçoso?

Buliçoso = que se move.

  • Siquer ou sequer?

Sequer.

  • Efetue ou efetui?

Efetue.

  • Criador ou creador?

Criador.

  • Pátio ou páteo?

Pátio.


 

47- Erro em forma verbal:

  • Josué atrasou o pagamento.

O verbo atrasar escreve-se com S. Deriva de atrás.

  • Puseste em mim tantas esperanças.

A conjugação do verbo pôr no pretérito perfeito do indicativo se escreve com S: eu pus, tu puseste, ele pôs, nós pusemos, vós pusestes, eles puseram.

  • D. Áurea cerzia com grande habilidade.

O verbo é cerzir = costurar.

  • Se quizeres, estudarei Matemática contigo.

A conjugação do verbo querer no pretérito perfeito do indicativo se escreve com S: eu quis, tu quiseste, ele quis, nós quisemos, vós quisestes, eles quiseram.

  • Fernanda já coseu suas meias.

Coser = costurar; cozer = cozinhar.


 

48- Erro no uso do porquê:

  • Por que insistes no assunto?

Usa-se por que, separado e sem acento, quando puder substituí-lo por por qual razão, sem que esteja em final de frase. Caso esteja em final de frase, usa-se por quê.

  • O carpinteiro não fez o serviço porque faltou madeira.

Usa-se porque, junto e sem acento, quando for conjunção causal. A causa de não ter feito o serviço foi a falta de madeira.

  • Não revelou porque não quis contribuir.

Usa-se por que, separado e sem acento, quando puder substituí-lo por por qual razão, sem que esteja em final de frase. Caso esteja em final de frase, usa-se por quê.Ele tentou explicar o porquê da briga.

  • Ele tentou explicar o porquê da briga.

Usa-se porquê, junto e com acento, quando houver artigo antecedendo-o.

  • Ele recusou a indicação não sei por quê.

Usa-se por quê, separado e com acento, em final de frase.


 

49- Em que lista as palavras são formadas pelo mesmo processo?

  • Ajoelhar / antebraço / assinatura

Ajoelhar: derivação parassintética

Antebraço: derivação prefixal

Assinatura: derivação sufixal

  • Atraso / embarque / pesca

Atraso: ação de atrasar: derivação regressiva.

Embarque: ação de embarcar: derivação regressiva.

Pesca: ação de pescar: derivação regressiva.

  • O jota / o sim / o tropeço

O jota: derivação imprópria, pois substantivou o nome da letra.

O sim: derivação imprópria, pois transformou o advérbio em substantivo.

O tropeço: ação de tropeçar: derivação regressiva

  • Entrega / estupidez / sobreviver

Entrega: ação de entregar: derivação regressiva.

Estupidez: derivação sufixal

Sobreviver: derivação prefixal

  • Antepor / exportação / sanguessuga

Antepor: derivação prefixal

Exportação: derivação parassintética

Sanguessuga: composição por justaposição


 

50- Que lista contém apenas palavras formadas por justaposição?

  • Desagradável / complemente

Desagradável: derivação prefixal e sufixal

Complemente: conjugação do verbo complementar na primeira ou na terceira pessoa do singular do presente do subjuntivo: que eu/ele complemente.

  • Vaga-lume / pé-de-cabra

Vaga-lume: composição por justaposição

Pé-de-cabra: composição por justaposição

  • Encruzilhada / estremeceu

Encruzilhada: derivação parassintética

Estremeceu: conjugação do verbo estremecer na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo: ontem ele estremeceu.

  • Supersticiosa / valiosas

Supersticiosa: derivação sufixal

Valiosas: derivação sufixal

  • Desatarraxou / estremeceu

Desatarraxou: conjugação do verbo desatarraxar na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo: ontem ele desatarraxou.

Estremeceu: conjugação do verbo estremecer na terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo: ontem ele estremeceu.

Maxivest I (de 51 a 60)

51- Qual o processo de formação das seguintes palavras?

Aguardente, casamento, portuário, pontapé, os contras, submarino, hipótese.

Aguardente: composição por aglutinação: água + ardente

Casamento: derivação sufixal: casa (tema do verbo casar) + -mento

Portuário: derivação sufixal: porto (com –u do tema da 4ª declinação latina) + -ário

Pontapé: composição por justaposição: ponta + pé

Os contras: derivação imprópria: substantivação da preposição contra.

Submarino: derivação parassintética: sub + mar + ino

Hipótese: derivação prefixal: hipo (= debaixo de, embaixo) + -tese (= ação de colocar)


 

52- Onde há derivação imprópria?

  • Às sete horas da manhã começou o trabalho principal: a votação.

Trabalho: derivação regressiva: ação de trabalhar.

  • Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo... Voto secreto... Bobagens, bobagens!

Pereirinha: derivação sufixal: pereira (radical) + inho (sufixo) + a (desinência nominal de gênero). O substantivo pereira foi formado por derivação imprópria, pois é um substantivo comum (a árvore) transformado em substantivo próprio.

  • Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições continuariam sendo uma farsa.

Continuariam: conjugação do verbo continuar na terceira pessoa do plural do futuro do pretérito do indicativo. Continuar: derivação sufixal: contínuo + ar

  • Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se entenderam.

Isto: derivação imprópria: substantivação do pronome demonstrativo isto.

  • Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando de raiva.

Desorientado: derivação prefixal e sufixal: des + orientar + ado.


 

53- Onde só há palavras formadas por parassíntese?

  • Acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer

Acorrentar: derivação parassintética: a + corrente + ar

Esburacar: derivação parassintética: es + buraco + ar

Despedaçar: derivação parassintética: des + pedaço + ar

Amanhecer: derivação parassintética: a + manhã + ecer

  • Solução, passional, corrupção, visionário

Solução: derivação sufixal: soluto (- to) + ção

Passional: derivação sufixal: passion + al

Corrupção: derivação sufixal: corrupto (- to) + ção

Visionário: derivação sufixal: vision + ário

  • Enrijecer, deslealdade, tortura, vidente

Enrijecer: derivação parassintética: em + rijo + ecer

Deslealdade: derivação prefixal e sufixal: des + leal + dade

Tortura: derivação regressiva: ação de torturar

Vidente: derivação sufixal: vid + ente

  • Biografia, macróbio, bibliografia, asteróide

Biografia: composição por justaposição: bio + grafia

Macróbio: composição por justaposição: macro + bio

Bibliografia: composição por justaposição: biblio + grafia

Asteróide: composição por justaposição: aster + óide

  • Acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo

Acromatismo: derivação prefixal e sufixal: a + cromato + ismo

Hidrogênio: composição por justaposição: hidro + gênio

Litografar: derivação sufixal: litógrafo + ar

Idiotismo: derivação sufixal: idiota + ismo


 

54- Qual o processo de formação das palavras couve-flor, planalto e aguardente?

Couve-flor: composição por justaposição

Planalto: composição por aglutinação

Aguardente: composição por aglutinação


 

55- Onde uma das palavras não é formada por prefixação?

  • Readquirir, predestinado, propor
  • Irregular, amoral, demover
  • Remeter, conter, antegozar
  • Irrestrito, antípoda, prever
  • Dever, deter, antever

A única palavra não formada por prefixação é dever, pois dev- é um elemento de composição latino (radical, portanto), cujo significado é estar obrigado a.


 

56- Onde nem todas as palavras são de um mesmo radical?

  • Noite, anoitecer, noitada
  • Luz, luzeiro, alumiar
  • Incrível, crente, crer
  • Festa, festeiro, festejar
  • Riqueza, ricaço, enriquecer

Alumiar não possui o mesmo radical de luz e luzeiro. O seu radical é lúmen, que também significa luz.


 

57- Onde há derivação parassintética?

  • Lá vem ele, vitorioso do combate.
  • Ora, vá plantar batatas.
  • Começou o ataque.
  • Assustado, continuou a se distanciar do animal.
  • Não vou mais me entristecer, vou é cantar.

A única palavra formada por derivação parassintética é entristecer: en + triste + ecer.


 

58- Em todas as frases, o termo grifado exemplifica corretamente o processo de formação de palavras indicado, exceto em:

  • Derivação parassintética – Onde se viu perversidade semelhante?
  • Derivação prefixal – Não senhor, não procedi nem percorri.
  • Derivação regressiva – Preciso falar-lhe amanhã, sem falta.
  • Derivação sufixal – As moças me achavam maçador, evidentemente.
  • Derivação imprópria – Minava um apetite surdo pelo jantar.

Perversidade: derivação parassintética: per (prefixo = através de, por meio de) + vers (radical = desviar) + i (vogal de ligação) + dade (sufixo formador de substantivo abstrato)

Percorri: conjugação do verbo percorrer na primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo. Percorrer: derivação prefixal: per + correr.

Falta: derivação regressiva: ação de faltar.

Evidentemente: derivação sufixal: evidente + mente

Jantar: substantivo primitivo, que dá origem ao verbo jantar. Se a frase apresentasse o verbo jantar, haveria derivação imprópria.


 

59- Em "O girassol da vida e o passatempo do tempo que passa não brincam nos lagos da lua", há, respectivamente:

  • Um elemento formado por aglutinação e outro por justaposição.
  • Um elemento formado por justaposição e outro por aglutinação.
  • Dois elementos formados por justaposição.
  • Dois elementos formados por aglutinação.
  • Um elemento formado por justaposição e outro por hibridismo.

Girassol e passatempo: ambos são formados por composição por justaposição.


 

60- Onde as palavras são formadas por justaposição, aglutinação e parassíntese, respectivamente?

  • Varapau – girassol – enfaixar

Varapau: composição por justaposição: vara + pau

Girassol: composição por justaposição: gira + sol

Enfaixar: derivação parassintética: en + faixa + ar

  • Pontapé – anoitecer – ajoelhar

Pontapé: composição por justaposição: ponta + pé

Anoitecer: derivação parassintética: a + noite + ecer

Ajoelhar: derivação parassintética: a + joelho + ar

  • Maldizer – petróleo – embora

Maldizer: composição por justaposição: mal + dizer

Petróleo: composição por aglutinação: petra (pedra em latim) + óleo

Embora: composição por aglutinação: em + boa + hora

  • Vaivém – pontiagudo – enfurece

Vaivém: composição por justaposição: vai + vem

Pontiagudo: composição por aglutinação: ponta + agudo

Enfurece: conjugação do verbo enfurecer na terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo enfurecer. Enfurecer: derivação parassintética: en
+ fúria + ecer

  • Penugem – plenilúnio – despedaça

Penugem: derivação sufixal: pena + ugem

Plenilúnio: composição por aglutinação: pleni (= cheio) + lúnio (= lua)

Despedaça: conjugação na terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo despedaçar. Despedaçar: derivação parassintética: des + pedaço + ar

Maxivest I (de 61 a 76)

61- Qual o processo de formação das palavras embarque, histórico, cruzes!, porquê, fala e sombrio?

Embarque: derivação regressiva: a ação de embarcar

Histórico: derivação sufixal: história + ico

Cruzes!: derivação imprópria: o substantivo plural cruzes se transformando em interjeição

Porquê: derivação imprópria: a conjunção porque se transformando em substantivo

Fala: derivação regressiva: a ação de falar

Sombrio: derivação sufixal: sombra + io


 

62- Qual o processo de formação das palavras irlandeses e entrever?

Irlandeses: derivação sufixal: Irlanda + ês

Entrever: derivação prefixal: entre + ver


 

63- Em qual lista de palavras todas são formadas pelo mesmo processo de composição?

  • Passatempo, destemido, subnutrido

Passatempo: composição por justaposição: passa + tempo

Destemido: derivação prefixal e sufixal: des + temer + ido

Subnutrido: derivação prefixal e sufixal: sub + nutrir + ido

  • Pernilongo, pontiagudo, embora

Pernilongo: composição por aglutinação: pern(i) + longo

Pontiagudo: composição por aglutinação: pont(i) + agudo

Embora: composição por aglutinação: em + boa + hora

  • Leiteiro, histórico, desgraçado

Leiteiro: derivação sufixal: leite + eiro

Histórico: derivação sufixal: história + ico

Desgraçado: derivação parassintética: des + graça + ado

  • Cabisbaixo, pernalta, vaivém

Cabisbaixo: composição por aglutinação: cabeça + baixo

Pernalta: composição por aglutinação: perna + alta

Vaivém: composição por justaposição: vai + vem

  • Planalto, aguardente, passatempo

Planalto: composição por aglutinação: plano + alto

Aguardente: composição por aglutinação: água + ardente

Passatempo: composição por justaposição: passa + tempo


 

64- Qual processo de formação está indicado inadequadamente?

  • Ataque: derivação regressiva

Certo: ataque é a ação de atacar.

  • Fornalha: derivação por sufixação.

Certo: forno + alha

Acorrentar: derivação parassintética.

Certo: a + corrente + ar

Antebraço: derivação prefixal.

Certo: ante + braço

Casebre: derivação imprópria.

Errado: é derivação sufixal: casa + ebre


 

65- Qual o processo de formação de atenuado, televisão e percurso?

Atenuado: derivação parassintética: a + tênue + ado

Televisão: composição por justaposição – hibridismo: tele (radical grego) + visão (radical latino)

Percurso: derivação prefixal: per + curso


 

66- Qual o processo de formação das palavras operaçãozinha, conversinha, principalmente, assustador, obrigadinho?

Operaçãozinha: derivação sufixal: operação + z + inha

Conversinha: derivação sufixal: conversa + inha

Principalmente: derivação sufixal: principal + mente

Assustador: derivação sufixal: assustado + or. Em assustado ocorreu derivação parassintética: a(s) + susto + ado

Obrigadinho: derivação sufixal: obrigado + inho


 

67- Qual o processo de formação das palavras embarque e aterro?

Embarque: derivação regressiva: a ação de embarcar.

Aterro: derivação regressiva: a ação de aterrar.


 

68- O vocábulo catedral, do ponto de vista de sua formação, é primitivo, composto por aglutinação, derivação sufixal, parassintético ou derivado regressivo de catedrático?

Catedral é um vocábulo formado por derivação sufixal: cátedra + AL


 

69- Qual a classificação errada do processo de formação?

  • O porquê: conversão ou derivação imprópria

Derivação imprópria: conversão da conjunção porque em substantivo

  • Desleal: derivação prefixal

Derivação prefixal: des + leal

  • Impedimento: derivação parassintética

Derivação parassintética: im + pedir + mento

  • Anoitecer: derivação parassintética

Derivação parassintética: a + noite + ecer

  • Borboleta: primitivo

Derivado do latim bel + bellus + ita


 

70- Em qual par de palavras há respectivamente substantivo e pronome?

  • A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão praticar o bem.

Necessária: é adjetivo, pois modifica o substantivo imigração.

Bem: é substantivo, pois vem antecedido de artigo.

  • Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia muito movimento na praça.

Responsável: é adjetivo, pois modifica o substantivo Inglaterra.

Muito: é pronome indefinido, pois antecede o substantivo movimento expressando quantidade indefinida.

  • Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de drogas é condenável.

O: é pronome demonstrativo, sinônimo de aquilo. Sempre que houver o que, os que ou as que, o o, o os e o as serão pronomes demonstrativos e o que, pronome relativo. Quando houver a que, o a pode ser preposição ou pronome demonstrativo, e o que será pronome relativo.

Consumo: é substantivo, pois está antecedido de artigo.

  • Pessoas inconformadas lutaram pela absolvição. / Pesca-se muito em Angra dos Reis.

Inconformadas: é adjetivo, pois modifica o substantivo pessoas.

Muito: é advérbio, pois modifica o verbo pescar.

  • Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. / Não entendi o que você disse.

Prejudicados: é substantivo, pois está antecedido de artigo.

Que: é pronome relativo. Sempre que houver o que, os que ou as que, o o, o os e o as serão pronomes demonstrativos e o que, pronome relativo. Quando houver a que, o a pode ser preposição ou pronome demonstrativo, e o que será pronome relativo.


 

71- Observe as palavras destacadas da seguinte frase: Encaminhamos a V. Senhoria cópia autêntica do Edital no 19/82. A que classes gramaticais elas pertencem?

Encaminhamos:
verbo encaminhar conjugado na primeira pessoa do plural do presente do indicativo ou do pretérito perfeito do indicativo.

Senhoria:
substantivo usado na locução Vossa Senhoria, que se transforma em pronome de tratamento.

Autêntica:
adjetivo, que modifica o substantivo cópia.


 

72- Em qual frase a expressão sublinhada corresponde a um adjetivo?

  • Comprei móveis e objetos diversos que entrei a utilizar com receio.

Com receio: locução adverbial indicativa de modo.

  • Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos.

Sobre ela: locução adverbial indicativa de assunto.

  • Pediu-me com voz baixa cinqüenta mil réis.

Com voz baixa: locução adverbial indicativa de modo.

  • Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras...

Em resumo: locução adverbial indicativa de modo.

  • Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem escrúpulos não se apoderassem do que era delas.

Sem escrúpulos: locução adjetiva que modifica o substantivo vizinhos.


 

73- As expressões sublinhadas correspondem a um adjetivo, exceto em:

  • João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo.

Sem entusiasmo: locução adjetiva, pois modifica o substantivo João Fanhoso.

  • Demorava-se de propósito naquele complicado banho.

De propósito: locução adverbial de modo

  • Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira.

Da terra: locução adjetiva que modifica o substantivo bichos.

  • Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga sem fim.

Sem fim: locução adjetiva que modifica o substantivo caatinga.

  • E ainda me vem com essa conversa de homem da roça.

Da roça: locução adjetiva que modifica o substantivo homem.


 

74- No trecho "E o azul, o azul virginal onde as águias e os astros gozam, tornou-se o azul espiritualizado." As palavras destacadas correspondem morfologicamente, pela ordem a:

Azul:
substantivo, pois está antecedido de artigo.

Onde:
pronome relativo, que pode ser substituído por em que ou no qual.

Águias:
substantivo.

Se: pronome integrante do verbo. Não é pronome reflexivo, pois não indica que o sujeito pratica a ação sobre si mesmo, como acontece em Ele feriu-se e Ele deu-se o direito de nada fazer.


 

75- Na frase "As negociações estariam meio abertas só depois de meio período de trabalho", as palavras destacadas são, respectivamente:

Meio:
advérbio, pois intensifica o adjetivo abertas: um pouco abertas.

Depois:
advérbio, pois indica tempo: quando as negociações estariam abertas.


 

76- Assinale onde aparecem substantivos simples, respectivamente, concreto e abstrato:

  • Água / vinho

Água: substantivo simples e concreto

Vinho: substantivo simples e concreto

  • Pedro / Jesus

Pedro: substantivo simples e concreto. Todo substantivo próprio é concreto.

Jesus: substantivo simples e concreto. Todo substantivo próprio é concreto.

  • Pilatos / verdade

Pilatos: substantivo simples e concreto. Todo substantivo próprio é concreto.

Verdade: substantivo simples e abstrato que indica a qualidade de estar conforme com os fatos.

  • Jesus / abaixo-assinado

Jesus: substantivo simples e concreto. Todo substantivo próprio é concreto.

Abaixo-assinado: substantivo composto e concreto.

  • Nova Iorque / Deus

Nova Iorque: locução
substantiva simples e concreta. Todo substantivo próprio é concreto.

Deus: substantivo simples e concreto. Todo substantivo próprio é concreto.

Maxivest I (de 77 a 87)

77- Das frases seguintes, uma contém uma locução adjetiva:

  • Esta é a torneira de água quente.
  • Comprei uma lâmpada vermelha.
  • O piano dela é alemão.
  • Esta boneca é muito feia.
  • Ela é uma mulher corajosa.

Locução adjetiva é a junção de duas ou mais palavras com valor de adjetivo. Geralmente é formada por preposição + substantivo. Por exemplo:

De cristal = cristalino

De ouro = áureo

De prata = argênteo

Adjetivo é a classe gramatical que modifica substantivo ou pronome substantivo. Locução adjetiva, portanto, é a junção de duas ou mais palavras que modifica um substantivo. A única frase que contém isso é a primeira: o substantivo torneira é modificado pela locução adjetiva de água quente.

Os outros substantivos são modificados por uma só palavra cada: lâmpada vermelha; piano alemão; boneca feia; mulher corajosa.


 

78- Nas frases faz-lhes mal a escuridão e ...que mal se adivinhará... a palavra mal é, respectivamente, substantivo e advérbio. Pode ela ainda ter outra classificação, como numa das frases seguintes. Assinale-a:

  • Que mal há em ser idealista?
  • Tudo, tudo vai mal, meu bom amigo.
  • A chuva começou a cair, mal saímos.
  • Os namorados agora estão de mal.
  • Provou os frutos da árvore do mal.

Mal será substantivo quando significar aquilo que é nocivo; o que se opõe à virtude; angústia, tormento; opinião desfavorável; desvantagem.

Mal será advérbio quando modificar verbo, adjetivo ou outro advérbio: Ela escreve mal; Verdades mal sabidas; Vive mal.

A outra classe gramatical a que pertence mal é conjunção, cujo significado é logo que.

A frase que apresenta mal sendo conjunção é a terceira: A chuva começou, mal saímos = A chuva começou logo que saímos.


 

79- Na frase Passaram dois homens a discutir, um a gesticular e o outro com a cara vermelha, o termo a está empregado, sucessivamente, como:

  • artigo, preposição, preposição
  • pronome, preposição, artigo
  • preposição, preposição, artigo
  • preposição, pronome, preposição
  • preposição, artigo, preposição

Os vocábulos o, a, os, as podem pertencer às seguintes classes gramaticais:

Artigo: quando antecederem um substantivo: o homem; a mulher; os homens; as mulheres.

Pronome pessoal oblíquo átono: quando funcionarem como objeto direto, substituindo ele, ela, eles, elas: Comprei-o; comprei-a; comprei-os, comprei-as.

Pronome demonstrativo: quando substituírem este(s), esse(s), aquele(s), esta(s), essa(s), aquela(s), isso: Não entendi o que ele disse = Não entendi aquilo que ele disse. A que me contou a história foi a esposa de João = Aquela que me contou...

Preposição: O a será preposição quando for exigida por verbo, substantivo, adjetivo ou advérbio para estes se ligarem com outros elementos: Obedecer a algo; obediência a algo; ele é obediente a algo; agiu obedientemente a algo.

Na frase apresentada há o seguinte:

Passaram dois homens a discutir, um a gesticular e o outro com a cara vermelha.

... a discutir... e ...a gesticular...: o a é preposição, pois ligam um verbo a outro: passar e discutir; passar a gesticular. Em Portugal, é muito comum o uso da prep. a
+ infinitivo; no Brasil, usamos gerúndio: a discutir = discutindo; a gesticular = gesticulando.

... a cara...: o a é artigo, pois antecede o substantivo cara.


 

80- "Talvez seja bom que o proprietário do imóvel possa desconfiar de que ele não é tão imóvel assim". A palavra em destaque é, respectivamente:

  • substantivo e substantivo
  • substantivo e adjetivo
  • adjetivo e verbo
  • adjetivo e adjetivo
  • adjetivo e advérbio

em proprietário do imóvel, imóvel é substantivo, pois está antecedido do artigo o. Já em não é tão imóvel assim, é adjetivo, pois modifica o pronome ele: ele não é imóvel.


 

81- Qual a classe gramatical do a respectivamente em

  • Esta gravata é a que recebi.
  • Estou disposto a tudo.
  • Fiquei contente com a nota.
  • Comprei-a logo que a vi.

Em a que recebi o a é pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquela: Esta gravata é aquela que recebi.

Em disposto a tudo, o a é preposição, exigida pelo adjetivo disposto: quem está disposto, está disposto a algo.

Em com a nota, o a é artigo, pois antecede o substantivo nota.

Em Comprei-a logo que a vi, o a é pronome pessoal oblíquo átono que substitui o pronome ela.


 

82- Onde o a é, respectivamente, artigo, pronome pessoal e preposição?

  • 1- Esta é a significação a que me referi e não a que entendeste.
  • 2- A dificuldade é grande e sei que a resolverei a curto prazo.
  • 3- A escrava declarou que preferia a morte à escravidão.
  • 4- Esta é a casa que comprei e não a que vendi a ele.
  • 5- A que cometeu a falta receberá a punição.

1- Em a significação, o a é artigo, pois antecede o substantivo significação; em a que me referi, é preposição que antecede pronome relativo, exigida pelo verbo referi-se: quem se refere, refere-se a algo; em a que me entendeste, é pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquela.

2- Em a dificuldade, é artigo, pois antecede o substantivo dificuldade; em a resolverei é pronome oblíquo, pois substitui o pronome ela; em a curto prazo, é preposição, que poderia ser substituída por em: em curto prazo.

3- Em a escrava, é artigo, pois antecede o substantivo escrava; em a morte, é artigo, pois antecede o substantivo morte; em à escravidão, é a contração da preposição a com o artigo a; por isso a crase.

4- Em a casa, é artigo, pois antecede o substantivo casa; em a que vendi é pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquela; em a ele é preposição exigida pelo verbo vender: quem vende, vende algo a alguém.

5- em A que cometeu a falta, é pronome demonstrativo, pois pode ser substituído por aquela; em a falta, é artigo, pois antecede o substantivo falta; em a punição, é artigo, pois antecede o substantivo punição.


 

83- Em qual frase há erro quanto ao emprego do artigo?

  • Nem todas opiniões são valiosas.
  • Disse-me que conhece todo o Brasil.
  • Leu todos os dez romances do escritor.
  • Andou por todo Portugal.
  • Todas cinco, menos uma, estão corretas.

Todo(a): usa-se artigo após o pronome demonstrativo todo quando houver o significado de totalidade, inteiro(a) e o substantivo posterior o exigir. O substantivo próprio Brasil exige o artigo: O Brasil é um belo país. Já Portugal não: Portugal é um belo país. Estão, portanto, certas as frases "conhece todo o Brasil" e "andou por todo Portugal".

Todos(as): usa-se artigo após o pronome demonstrativo todos(as) sempre que o vocábulo à sua frente o exigir. Opiniões é um substantivo feminino plural; exige, portanto, o artigo as; este deve, portanto, ser usado: todas as opiniões.

Quando, depois de todos(as) houver um numeral, o artigo terá de ser usado se o numeral estiver acompanhado de um substantivo; caso contrário, não se usa o artigo. Portanto em Leu todos os dez romances, o artigo é obrigatório, pois o numeral acompanha o substantivo romances. Já em Todas cinco, não se pode usar o artigo, pois o numeral não acompanha substantivo.


 

84- Em qual frase o termo cego é um adjetivo?

  • Os cegos habitantes de um mundo esquemático sabem aonde ir...
  • O cego de Ipanema representava naquele momento todas as alegorias da noite escura da alma...
  • Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.
  • Naquele instante era só um pobre cego.
  • ... da Terra que é um globo cego girando no caos.

Adjetivo é a classe gramatical que modifica substantivo. O único que modifica substantivo é globo cego. Em todas as outras, é substantivo, pois está antecedido de artigo.


 

85- Onde há erro no emprego do artigo?

  • Em certos momentos, as pessoas as mais corajosas se acovardam.
  • Em certos momentos, as pessoas mais corajosas se acovardam.
  • Em certos momentos, pessoas as mais corajosas se acovardam.
  • Em certos momentos, as mais corajosas pessoas se acovardam.
  • Em certos momentos, a mais corajosas pessoas se acovardam.

O substantivo pode ser antecedido de artigo ou não. Se o for, especifica; se não o for, generaliza, ou seja, dizer as pessoas se acovardam é especificar que todas as pessoas se acovardam; dizer pessoas se acovardam é generalizar: quaisquer pessoas se acovardam, nem todas.

O substantivo pessoas foi modificado pelo adjetivo corajosas, que está intensificado pelo advérbio mais:

As pessoas mais corajosas se acovardam. A ordem dos elementos pode variar:

As mais corajosas pessoas se acovardam.

Pessoas as mais corajosas se acovardam.

O advérbio mais pode, ainda, ser enfatizado com o acréscimo de mais um artigo imediatamente antes dele. Esse artigo pode ser o mesmo do substantivo (no caso, as) ou o artigo masculino, singular: o. Pode-se, então, dizer:

As pessoas as mais corajosas se acovardam.

As pessoas o mais corajosas se acovardam.

A frase errada, portanto, é a última: A mais corajosas pessoas se acovardam.


 

86- Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?

  • O Amazonas é um rio imenso.
  • D. Manoel, o Venturoso, era bastante esperto.
  • O Antônio comunicou-se com o João.
  • O professor João Ribeiro está doente.
  • Os Lusíadas são um poema épico.

Diante de nomes de pessoas, o uso do artigo denota familiaridade. Não se deve usá-lo, portanto, quando a pessoa não for do convívio. Por exemplo, na frase, o governo de Fidel Castro atrasou o desenvolvimento de Cuba, não se deve usar o artigo antes de Fidel, pois ele não é do nosso convívio.

A familiaridade se encontra, portanto na frase O Antônio comunicou-se com o João.


 

87- Determine o caso em que o artigo tem valor de qualificativo.

  • Estes são os candidatos de que lhe falei.
  • Procure-o, ele é o médico.
  • Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho.
  • Os problemas que o afligem não me deixam descuidado.
  • Muita é a procura; pouca a oferta.

Qualificativo o que qualifica. Essa é função própria do adjetivo. O único adjetivo antecedido de artigo (e que se transforma em substantivo) é médico.