quinta-feira, 25 de junho de 2009

Oração subordinada substantiva subjetiva X objetiva direta

A oração subordinada substantiva subjetiva é a que exerce a função sintática de sujeito de um verbo; a objetiva direta, de objeto direto.

Sabe-se que, quando a oração estiver na voz ativa, o sujeito será o elemento agente da ação e que o objeto direto, o elemento paciente. Por exemplo, a oração O aluno estudou a matéria está na voz ativa. O sujeito O aluno pratica a ação, e o objeto direto a matéria sofre-a.
Sabe-se, também, que, quando a oração estiver na voz passiva, quem sofre a ação será o sujeito e que quem a pratica será o agente da passiva. Por exemplo, a oração A matéria foi estudada pelo aluno está na voz passiva. O sujeito A matéria sofre a ação, e o agente da passiva o aluno pratica-a.

Um elemento apassivador muito importante é o pronome se, denominado de partícula apassivadora. Ele será assim chamado quando houver verbo transitivo direto com objeto direto acompanhado do pronome se. O objeto direto se transformará em sujeito, uma vez que a oração está na voz passiva, e o verbo passará a concordar com ele. Veja estes exemplos:

Venderam a casa que eu visitei.

Em Venderam a casa, a oração está na voz ativa, uma vez que o sujeito pratica a ação, e o objeto direto a sofre. Há duas maneiras de se passar essa oração para a voz passiva:

1) Com o verbo ser: A casa foi vendida.
2) Com o pronome se: Vendeu-se a casa.

Se o substantivo casa estivesse no plural, os verbos da voz passiva também estariam, pois eles têm de concordar com o sujeito:

As casas foram vendidas.
Venderam-se as casas.


Sabido isso, analisemos o seguinte período:

Podem dizer que a tarefa crítica é puramente formal

Analisando-se sintaticamente esse período, chega-se à conclusão de que a primeira oração está na voz ativa, pois alguém poderá praticar a ação de dizer algo. O verbo dizer é transitivo direto, pois quem diz, diz algo (Não é transitivo direto e indireto porque não há o objeto indireto). O objeto direto é a oração que a tarefa crítica é puramente formal, pois é o algo dito. O nome da oração que exerce a função de objeto direto é oração subordinada substantiva objetiva direta.

Que aconteceria se o pronome se fosse colocado jundo de poder? Pode-se dizer ou Podem-se dizer?

O verbo poder teria de ficar no singular, pois o sujeito passaria a ser a oração que a tarefa crítica é puramente formal, uma vez que há verbo transitivo direto com objeto direto acompanhado do pronome se. A oração passou a estar, portanto, na voz passiva. O objeto direto passou a ser sujeito, então a oração subordinada substantiva objetiva direta passou a ser subjetiva. Esta oração exige que o verbo da oração principal fique no singular. Portanto, a frase

Podem dizer que a tarefa crítica é puramente formal, em que a oração que a tarefa crítica é puramente formal funciona como objeto direto, passada para a voz passiva ficaria

Pode-se dizer que a tarefa crítica é puramente formal. em que a mesma oração passa a funcionar como sujeito.

3 comentários:

Singularitário disse...

Professor, excelente explicação! No entanto, ainda continuo com dúvida quanto à resolução desta questão da Fuvest, com duas ocorrências de voz passiva. Como poderia ser finda a segunda voz passiva?(a sintética)

FUVEST 2001 - Q.2 "A econologia, combinação de princípios da economia, sociologia e ecologia, é defendida por ambientalistas como maneira
de se viabilizarem formas alternativas de desenvolvimento." Reescreva a frase, transpondo-a para a voz ativa.

Alice Czyz disse...

realmente uma explicação excelente, me ajudou muito! muitíssimo obrigada!

Letícia Biondi disse...

parabéns! direto ao ponto!