quinta-feira, 30 de junho de 2011

O teatro português na Idade Média - Gil Vicente

Gil Vicente (1465 – 1532)

Criador do teatro português. Sua primeira apresentação ocorreu em 1502, quando recitou “Monólogo de um vaqueiro” (também chamado de “Auto da visitação) no quarto de D. Maria, esposa de D. Manuel, o Venturoso, na noite em que nasceu D. João III.

Autor que levava ao palco a sociedade portuguesa da primeira metade do século XVI, vivenciando o reflexo da crise. Recebeu, no início de sua intensa atividade literária, influência de Juan del Encina. Suas obras se caracterizaram, antes de tudo, por serem primitivas e populares; surgiram para entretenimento nos ambientes da corte portuguesa. Seu teatro caracterizou-se por observações satíricas às camadas sociais da época.

O teatro vicentino, apesar de sua profunda religiosidade, é caracterizado basicamente pela sátira. Critica o comportamento de todas as camadas sociais: nobreza, clero e povo.

Na base da sociedade está o camponês, explorado pelos fidalgos e pelos clérigos. No cume estão os clérigos e os fidalgos, aéticos e corruptos.

Critica desde o frade da aldeia até o Papa. Critica o fidalgo decadente, o povo que abandona o campo para viver na cidade e os corruptos.

O tipo mais comum satirizado por ele é o frade que se entrega a amortes proibidos, à ganância, ao misticismo e à depravação. Critica também os “religiosos por obrigação”.
Elogia somente o lavrador, vítima de exploração da sociedade.

Principais obras:
- Trilogia das barcas (céu, purgatório e inferno)
- A farsa de Inês Pereira
- Auto da fé
- Auto da alma
- Auto da Lusitânia
- Auto da feira
- Quem tem farelos

*Auto: Texto poético, comumente em redondilhas, para representação teatral. A maioria tem caráter religioso e preocupação moralizante.

Um comentário:

Cíntia Maciel disse...

Bom dia, querido amigo!

Adoro passar por aqui. Suas postagens são sempre muito importantes para o nosso trabalho.
Obrigada por compartilhar !!!!!